O Banco HSBC revelou que fará uma provisão de US$1,1 bilhão em seus resultados do terceiro trimestre, após perder parte de um recurso em um processo ligado ao esquema de pirâmide de Bernard Madoff, considerado a maior fraude desse tipo da história.
Atuando como prestador de serviços para diversos fundos que investiram na empresa de Madoff, o HSBC foi processado pelo Herald Fund SPC em Luxemburgo, que busca recuperar ativos perdidos na fraude. O Tribunal de Cassação de Luxemburgo rejeitou um recurso da unidade do HSBC sobre a restituição de títulos, resultando em ações do banco caindo 1% e ameaçando seus lucros trimestrais.
Após a decisão desfavorável, o HSBC planeja recorrer ao Tribunal de Apelação de Luxemburgo e contestar o valor a ser pago. O banco ressalta que o impacto financeiro poderá divergir significativamente de sua estimativa atual, tendo em vista o processo em andamento.
A fraude de Madoff foi estimada em US$64,8 bilhões, sendo o maior esquema Ponzi já registrado. Descoberta em 2008, foi revelada quando Madoff confessou aos filhos um dia após a festa de Natal de sua empresa. Ele, posteriormente, foi condenado a 150 anos de prisão e faleceu em 2021.
Em 2012, o HSBC fechou um acordo com o Kalix Fund, após processo movido pelo fundo em razão das perdas durante o colapso financeiro de Madoff. O banco pagou um valor não divulgado ao fundo, que buscava uma indenização de US$35,6 milhões.
Diante do cenário, o HSBC, maior banco da Europa em ativos, se vê envolvido em um dos capítulos mais longos e impactantes do setor financeiro, enfrentando desafios decorrentes da crise financeira de 2008. A incerteza em relação ao desfecho do processo e seu eventual impacto financeiro continuam sendo motivo de atenção para investidores e analistas.
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