A nova regra tributária, que estabelece uma alíquota de 10% de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre dividendos mensais acima de R$ 50 mil pagos a pessoas físicas, tem impactado as estratégias das empresas brasileiras. A isenção para lucros apurados até 31 de dezembro de 2025, mesmo que distribuídos até 2028, tem levado companhias a antecipar anúncios de dividendos para aproveitar essa janela de isenção.
Até o momento, empresas como Itaú, Vale, Allos, Marcopolo, Vulcabras e Azzas 2154 já anunciaram distribuições que somam R$ 42,2 bilhões. Analistas estimam que, considerando diferentes cenários, o montante adicional pode variar entre R$ 42 bilhões e R$ 85 bilhões nas próximas semanas e meses.
A proposta em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para estender o prazo de aprovação das distribuições até abril de 2026 ainda não foi votada, o que mantém a urgência para as empresas. A antecipação de 25% a 50% do potencial identificado em reservas de lucros e lucros retidos poderia gerar impactos relevantes no mercado brasileiro.
A XP Investimentos estima um potencial total de distribuição de dividendos das empresas brasileiras em R$ 614,8 bilhões, considerando reservas de lucros e lucros retidos. Em análise setorial, os setores de Commodities e Defensivos se destacam, com potenciais dividend yields de 27,3% e 29,0%, respectivamente.
A XP elaborou uma lista de 25 empresas com alto potencial para antecipar pagamento de dividendos em níveis atrativos antes do final de 2025. Essas empresas foram selecionadas com base em critérios como dívida líquida/Ebitda esperado para 2025 abaixo de 2 vezes, probabilidade média ou alta de antecipação de dividendos, e reservas de lucros e lucros retidos suficientes para gerar um dividend yield potencial de pelo menos 10%.
A capacidade potencial de distribuição dessas empresas é de R$ 170,3 bilhões, o que resultaria em um dividend yield potencial de 27,1%. Mesmo que as companhias não distribuam todo esse potencial, cenários de distribuição parcial ainda podem gerar rendimentos relevantes, variando entre 6,8% e 13,5%.
Diante desse cenário, investidores e empresas permanecem atentos aos movimentos do mercado, especialmente em relação à distribuição de dividendos. A expectativa é de que a corrida por dividendos extras seja um dos principais catalisadores do mercado brasileiro até o fim de 2025.
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