Na última sexta-feira (14), o presidente dos EUA Donald Trump anunciou a retirada da tarifa básica de 10% sobre importações de produtos agropecuários, como carne bovina, banana, café e tomate. No entanto, a sobretaxa adicional de 40% aos produtos brasileiros permanece em vigor, mantendo a urgência de um acordo entre Brasil e EUA.
Os analistas do Itaú BBA destacam que o alívio tarifário era esperado pela indústria da carne bovina, mas as incertezas persistem devido às tarifas remanescentes de 40% impostas sobre os produtos brasileiros. Isso pode impactar o retorno às condições normais de exportação.
Apesar das tarifas remanescentes, os frigoríficos brasileiros podem se beneficiar de uma maior demanda, seja de forma direta ou por triangulação. A medida é vista por otimistas como um sinal da urgência dos EUA em garantir importações de carne bovina, podendo resultar na remoção total das tarifas em breve.
A maior demanda dos EUA pode impulsionar a lucratividade dos frigoríficos de regiões como Austrália, Nova Zelândia, México, Canadá e América Latina, excluindo o Brasil. Por outro lado, a persistente escassez de gado pode pressionar os custos do animal, levando a uma compressão das margens na região.
Entre as empresas do setor de proteína animal, a JBS e a MBRF são destacadas por suas operações diversificadas que podem mitigar a pressão no segmento de carne bovina dos EUA. Já a Minerva, embora possa se beneficiar com a remoção das tarifas impostas, ainda enfrenta desafios em outras divisões na América do Sul e Austrália.
O Morgan Stanley projeta mais discussões sobre o tema nos próximos dias, indicando que uma redução total das tarifas seria positiva para a Minerva, enquanto uma redução parcial teria impacto marginal. O cenário de redução total permitiria à Minerva aproveitar plenamente as oportunidades de exportação para os EUA.
Uma redução parcial apenas da tarifa base de 10% teria impacto marginal nas exportações da Minerva, mas o sinal positivo é relevante. Para MBRF e JBS, a redução das tarifas teria impactos majoritariamente neutros, com um pequeno impacto negativo para os negócios de carne bovina nos EUA.
Com a perspectiva de futuras reduções tarifárias ou negociações, dado o déficit de carne bovina e os preços elevados nos EUA, o setor permanece atento às movimentações e desdobramentos que podem impactar as exportações e os negócios no mercado internacional.
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