Realocação global pode gerar fluxo de até US$ 45 bi para o Brasil, aponta Santander

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Cenário global favorece rotação gradual para mercados emergentes, após anos de concentração em mercados desenvolvidos, destaca o banco

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Lara Rizério

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09/02/2026 14h50 •

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Atualizado 10 minutos atrás

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Notas de real e dólar em imagem de ilustração18 de dezembro de 2024REUTERS/Amanda Perobelli

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O mercado brasileiro teve um forte início de 2026 para ações brasileiras, com Ibovespa em alta de 13% e o ETF (fundo de índice) EWZ de ações brasileiras tendo avanço de 16%, impulsionados por fluxos estrangeiros robustos. As entradas líquidas já somam R$ 28,4 bilhões em 2026, já acima do total de 2025.

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Contudo, a expectativa é por mais: o cenário global favorece rotação gradual para mercados emergentes, após anos de concentração em mercados desenvolvidos, aponta a equipe de estratégia do Santander.

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As avaliações do Brasil seguem atrativas em termos relativos, apesar da reprecificação recente, avaliam os estrategistas.

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Assim, essa realocação global pode gerar fluxos relevantes adicionais para o Brasil, potencialmente entre US$ 6,5 bilhões e US$ 45 bilhões, a depender do cenário.

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Os fluxos têm sido um fator-chave para a reavaliação do mercado e a melhoria de seu desempenho, avalia o banco, sendo que essa tendência se desenrola em um contexto mais amplo de realocação global de portfólios.

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Após vários anos de acentuada concentração em mercados desenvolvidos — especialmente em ações americanas —, as condições agora são cada vez mais favoráveis ​​para uma mudança gradual em direção aos mercados emergentes, na visão do banco.

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As avaliações relativas mais atrativas em mercados emergentes, sinais de estabilização ou redução das taxas de juros reais globais e um leve enfraquecimento do dólar americano historicamente coincidiram com um desempenho mais forte dos ativos de mercados emergentes e um renovado interesse dos investidores.

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Para avaliar a magnitude potencial dessa rotação global e suas implicações para o Brasil, o Santander realizou uma análise de sensibilidade com base no peso dos mercados emergentes nos benchmarks de ações globais e na participação do Brasil no universo de mercados emergentes.

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A estimativa dos ativos sob gestão de fundos de ações globais, por meio da triangulação das divulgações de benchmarks da MSCI e dos dados de categoria da Morningstar, sugere um total de ativos sob gestão de ações globais na faixa de US$ 10 a 18 trilhões, com US$ 15 trilhões usados ​​como premissa central.

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A análise toma o MSCI ACWI como ponto de referência, onde os mercados emergentes representam atualmente cerca de 11% do índice, próximo à sua média histórica, mas abaixo do pico de 14%. O MSCI ACWI é projetado para representar o desempenho de todo o conjunto de oportunidades de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes. É portanto o índice mais abrangente da MSCI em escala global.

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Dois cenários são considerados pelo Santander.

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Em um cenário mais conservador, um aumento de 100 pontos-base na ponderação dos mercados emergentes (de 11% para 12%) implicaria fluxos incrementais de aproximadamente US$ 150 bilhões para ações de mercados emergentes. Em um cenário estrutural mais construtivo — onde a ponderação dos mercados emergentes retorna ao seu pico histórico — o fluxo potencial aumenta substancialmente para cerca de US$ 450 bilhões.

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Com base nessas estimativas, a análise avalia as implicações para o Brasil usando sua ponderação no índice MSCI Emerging Markets. Com o Brasil representando atualmente cerca de 4,3% do MSCI EM, um aumento de 100 pontos-base na ponderação dos mercados emergentes no ACWI implicaria entradas adicionais para o Brasil de cerca de US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões).

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No cenário em que os mercados emergentes retornam à sua ponderação máxima histórica, os fluxos potenciais para o Brasil poderiam atingir aproximadamente US$ 19,4 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões).

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Um cenário otimista pressupõe que o peso do Brasil no MSCI EM também retorne à sua média histórica de longo prazo, em torno de 10%, caso em que os fluxos de entrada potenciais aumentariam significativamente, passando até US$ 45 bilhões.

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“Os fluxos potenciais são particularmente importantes quando analisados ​​em conjunto com a dinâmica atual de avaliação. Embora o mercado brasileiro já tenha experimentado uma reavaliação notável em 2026, com múltiplos se aproximando de suas médias históricas de dez anos, ele continua sendo negociado com desconto em relação a vários dos principais mercados emergentes, como Índia, Taiwan e México”, avalia.

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Além disso, muitos outros mercados emergentes já estão sendo negociados acima de suas próprias médias históricas de avaliação, deixando o Brasil em melhor posição em termos comparativos, avalia o Santander.

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Como resultado, embora o potencial para uma maior expansão múltipla no Brasil possa ser mais limitado do que nas primeiras semanas do ano, o mercado ainda oferece uma combinação atraente de avaliações competitivas, alta liquidez e representatividade significativa em índices de referência, dizem os estrategistas do banco.

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Em um cenário de rotação global contínua em direção aos mercados emergentes, essas características sugerem que o Brasil provavelmente continuará sendo um receptor natural de fluxos globais marginais, sustentando tanto a entrada contínua de capital estrangeiro quanto a potencial estabilização ou aumento gradual de sua ponderação no índice MSCI Emerging Markets, finaliza.

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Lara Rizério

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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