No mercado financeiro, as taxas dos DIs fecharam em baixa, refletindo a expectativa de que o Banco Central possa cortar a Selic. Isso se deve à divulgação de índices de inflação menores do que o esperado, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,09%, 7 pontos-base menor em relação ao ajuste da sessão anterior, de 13,164%. Para janeiro de 2035, a taxa marcava 13,515%, baixando 9 pontos-base em comparação com o ajuste anterior de 13,602%.
No Brasil, o IPCA-15 de outubro registrou alta de 0,18%, abaixo das expectativas do mercado. Em 12 meses até outubro, a taxa chegou a 4,94%, ficando abaixo dos valores anteriores e das projeções dos economistas. Esses números, somados ao CPI dos EUA em setembro, influenciaram a queda das taxas dos DIs.
Os investidores reagiram aos dados de inflação, diminuindo os rendimentos dos Treasuries nos EUA e elevando as apostas de cortes sucessivos de juros pelo Federal Reserve. A possibilidade de o Banco Central cortar a Selic antes do esperado aumentou, com analistas apontando chances maiores de redução já em janeiro.
Análises de especialistas indicam que a redução recente no preço da gasolina pela Petrobras também pode influenciar a política monetária. Apesar disso, parte dos economistas mantém a cautela, aguardando desdobramentos futuros.
Economistas como Natalie Victal, da SulAmérica Investimentos, acreditam que os números divulgados apoiam revisões baixistas nas expectativas de inflação, mas não alteram o cenário geral. A manutenção dos juros em níveis contracionistas é esperada pelo Banco Central, que mantém postura cautelosa.
No fechamento da sessão, a curva precificava quase 100% de probabilidade de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em novembro. Este cenário reflete a expectativa do mercado diante dos dados divulgados.
Após a divulgação do CPI nos EUA, os rendimentos dos Treasuries se recuperaram no final do dia, apresentando leves ganhos entre os contratos mais longos. O rendimento do Treasury de dez anos, que é referência global para decisões de investimento, registrava pequena alta.
Diante desses fatores, o mercado financeiro se mantém atento às movimentações econômicas tanto no Brasil quanto no exterior, aguardando novas informações que possam influenciar as decisões de investimento e as políticas monetárias.
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