As taxas dos DIs de longo prazo fecharam em baixa, impulsionadas pela divulgação do IPCA-15 de novembro e comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que minimizou tensões entre o Planalto e o Congresso. Na ponta longa da curva, a taxa para janeiro de 2035 caiu de 13,357% para 13,265%.
O IPCA-15 subiu 0,20% em novembro, com destaque para o aumento de 0,66% nos preços de serviços em relação a outubro. Por outro lado, os bens industriais registraram deflação de 0,06%. Os economistas projetavam uma taxa de 0,18% para novembro, o que indica pressão inflacionária no setor de serviços.
Especialistas comentaram que, apesar do panorama desafiador, o IPCA-15 não foi tão desfavorável, o que mantém as expectativas de uma possível redução da taxa básica Selic em janeiro. Atualmente em 15% ao ano, o Banco Central poderá iniciar cortes, conforme sugerem as apostas de mercado.
Haddad abordou a relação entre governo e Congresso, evidenciando a importância de indicar fontes de financiamento para novas despesas, em conformidade com decisão do Supremo Tribunal Federal. Suas declarações impactaram positivamente as taxas dos DIs de longo prazo.
No cenário internacional, os investidores seguem atentos às perspectivas de corte de juros pelo Federal Reserve em dezembro, mesmo com os rendimentos dos Treasuries apresentando variações. O rendimento do Treasury de dois anos teve alta de 2 pontos-base, enquanto o retorno do título de dez anos permaneceu estável, em 4%.
Segundo dados divulgados pelo Banco Central e pelo Tesouro, as concessões de crédito no Brasil recuaram 1,1% em outubro, com o estoque total de crédito avançando 0,9%, atingindo R$6,914 trilhões. Já o governo central registrou superávit de R$36,527 bilhões em outubro, montante inferior aos R$41,046 bilhões do mesmo período do ano anterior.
Com base nos indicadores apresentados, observa-se um cenário de oscilação nas taxas dos DIs, influenciado tanto por fatores internos, como o IPCA-15 e as declarações de Haddad, quanto por elementos externos, como as expectativas em relação ao Fed. O mercado permanece atento às movimentações dos principais indicadores econômicos para as próximas decisões de política monetária e investimentos.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!