Quais as ações da B3 ganham com a derrubada das tarifas dos EUA pela Suprema Corte?

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Embraer, WEG e demais exportadoras aparecem entre as preferidas

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Lara Rizério

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Camille Bocanegra

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20/02/2026 18h04 •

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Atualizado 12 minutos atrás

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Donald Trump (Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz)

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Com a decisão da Suprema Corte dos EUA de limitar o uso da Lei de Poderes Econômicos Econômicos Internacionais (IEEPA) para impor tarifas, revertendo medidas adotadas durante o governo de Donald Trump, algumas empresas brasileiras podem se beneficiar.

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Conforme destacam Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, analistas da XP Investimentos, a decisão de hoje da Corte americana invalida duas categorias principais de medidas da era Trump: (i) tarifas “país a país” ou “recíprocas”, que incluíam taxas de até 34% para a China e uma base de 10% para a maioria dos outros países; e (ii) uma tarifa de 25% aplicada a certos produtos do Canadá, China e México. No entanto, a decisão não afeta as tarifas da Seção 232 sobre produtos como aço e alumínio, impostas sob diferentes fundamentos legais.

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Cabe destacar que, mais tarde, Trump anunciou que irá impor uma tarifa global de 10% por 150 dias para substituir algumas das tarifas que foram derrubadas, mas a fala do presidente americano não foi capaz de derrubar o ânimo dos mercados.

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Para a WEG (WEGE3), Laghi tem a visão de um impacto positivo para os ativos com a decisão da Suprema Corte dos EUA.

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Em termos de impacto para a WEG, os analistas da XP veem uma interpretação positiva. “Esperamos que tais medidas (embora ainda seja uma avaliação preliminar) eliminem as tarifas sobre produtos exportados do Brasil para os EUA (aproximadamente 9% da receita total da WEG), reduzindo os custos gerais para os produtos que entram no mercado americano”, aponta o analista.

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A WEG vinha mitigando parte do impacto por meio da transferência da produção para o México e de ajustes de preços e, para o analista, a redução tarifária facilita a logística e a competitividade, além de proporcionar alívio imediato nos custos. Mesmo assim, vale ressaltar que as tarifas da Seção 232 (aço e alumínio, proporcionais à participação da matéria-prima nos produtos) permanecem inalteradas, sem serem afetadas pela medida anunciada hoje.

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O Goldman Sachs calcula que cerca de 8% da receita líquida da WEG era diretamente impactada pelas tarifas IEEPA (aproximadamente 25% da receita da WEG vem da América do Norte e, desse montante, cerca de 1/3 era exportado do Brasil para os EUA, principalmente na divisão de equipamentos industriais).

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O banco americano reconhece que a notícia de hoje possa ajudar a aliviar algumas preocupações em relação à WEG, já que a empresa ainda pode exportar parte de seus equipamentos industriais do Brasil para os EUA, apesar do esforço de realocação de produção. Contudo, também destaca que as medidas recentes da companhia já implicavam um impacto prospectivo limitado das tarifas sobre suas operações (sendo o 4T25 o trimestre em que se espera o maior efeito).

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O efeito também é positivo para a Embraer (EMBJ3), segundo a XP Investimentos. “A tarifa de 10% à qual a empresa ainda estava sujeita deve convergir para 0%. Em termos de sensibilidade, nossas estimativas indicaram que uma redução completa das tarifas a zero poderia representar um aumento de 12% no EBIT estimado da empresa para 2026”, avaliam os analistas da casa.

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Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, aponta que o foco principal reside nas empresas exportadoras. “É evidente que outras ações, como as de menor capitalização (small caps), também podem se beneficiar de um aumento no apetite por risco, impulsionado, por exemplo, pela reversão das tarifas comerciais. Esse cenário poderia gerar impactos significativos”, aponta.

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Especificamente, as empresas que exportam, principalmente para os Estados Unidos, tendem a ser as mais favorecidas. Adicionalmente, de forma indireta, a perspectiva de juros mais baixos e o aumento do apetite por risco no mercado doméstico podem beneficiar as small caps e o setor bancário.

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Olhando setorialmente, o analista aponta petróleo, papel e celulose, e certas indústrias, além de bancos, como potenciais beneficiários desse movimento de rotação de carteira. “No entanto, reitero que as exportadoras estão na dianteira”, afirma.

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Luiz Hotz Fioreze, diretor de portfólio da Oryx Capital, também aponta que, para o Brasil, há benefício claro no comércio: como exportador relevante para os EUA — inclusive em cadeias como carne e aço — o país tende a recuperar competitividade em itens que estavam penalizados por sobretaxas.

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Lara Rizério

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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