Uma pesquisa realizada pelo Itaú BBA com 127 investidores institucionais revelou que a média das respostas indica uma pontuação aproximada de 189 mil pontos para o Ibovespa ao final de 2026. Comparado à pesquisa anterior, houve uma melhora no humor dos investidores.
Os investidores destacaram os setores elétrico/saneamento e grandes bancos como principais áreas com peso acima do índice (overweight). Além disso, o setor de construção foi o terceiro mais votado, enquanto o segmento de saúde foi menos preferido em comparação com a pesquisa anterior.
Para os próximos seis meses, 78,7% dos investidores têm uma visão positiva para as ações brasileiras. Apenas 5% enxergam um cenário negativo, enquanto 16,5% são neutros. A média de otimismo nesta edição foi de 7,18, acima da pesquisa anterior.
Com a perspectiva de um ciclo de afrouxamento monetário, a maioria dos investidores acredita que a Selic deve ficar entre 12% e 12,5% até o fim de 2026, em comparação com o atual patamar de 15%. Quanto às curvas de juros nominais de 10 anos, os investidores acreditam que podem ceder cerca de 1 ponto percentual.
No cenário nacional, a política local e as curvas de juros continuam sendo foco de atenção para os investidores. Já no cenário global, o risco mais citado foi uma possível correção no setor de tecnologia e inteligência artificial. Há também expectativas de fluxos estrangeiros positivos para o Brasil, tanto com o crescimento da indústria de mercados emergentes quanto com a maior alocação de investidores estrangeiros no país.
Entre as ações mais citadas pelos investidores estão Nubank, Axia, BTG, Localiza e Itaú. Destaca-se a Localiza, apontada como a de maior potencial de retorno nos próximos seis meses. O Top 10 ganhou novos nomes, como Bradesco, Mercado Livre e Cyrela, substituindo outras empresas.
O setor elétrico/saneamento é majoritariamente detido por investidores locais, enquanto as construtoras ganharam destaque, especialmente entre investidores de São Paulo. As financeiras não bancárias são menos preferidas na região, e gestores de multimercados/hedge funds estão mais posicionados em consumo/varejo.
O cenário projetado pelos investidores indica otimismo em relação ao mercado de ações brasileiro, com perspectivas de crescimento e mudanças nas preferências de alocação. Os setores em destaque refletem as tendências do mercado e as expectativas dos investidores para o futuro econômico do país.
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