O Santander projeta ganhos para Auren (AURE3), Cemig (CMIG4) e Copel (CPLE6) com a indenização de ativos não depreciados em concessões hidrelétricas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aponta a Auren como a principal beneficiada, com um potencial de receber entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,3 bilhões, dependendo dos critérios de correção.
A Cemig e a Copel já contabilizaram suas estimativas, com valores de R$ 929 milhões e R$ 77,7 milhões, respectivamente. Os analistas projetam um ganho potencial de 3,7% para a Cemig e de 0,4% para a Copel, caso os valores sejam recalculados pelos parâmetros de inflação e Wacc regulatório.
A consulta pública nº 190/2025, aberta pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em maio, busca definir a metodologia para a compensação de ativos não depreciados em concessões renovadas pela Medida Provisória nº 579 de 2012. O Santander menciona que ainda não há definição sobre valores, prazos e condições de pagamento, mas trabalha com a hipótese de início em 2026, em sete parcelas anuais corrigidas pela Selic.
O MME sugere duas alternativas para a fonte dos recursos: a Receita Anual de Geração (RAG) e o fundo setorial RGR. A maior parte das empresas seria ressarcida pela RAG, porém, a Auren poderia acessar recursos do RGR. Analistas também questionam a capacidade orçamentária do fundo setorial, que teria cerca de R$ 260 milhões disponíveis até o fim deste ano.
As indenizações são um desdobramento da MP 579/2012, que definiu limites para a remuneração de operação e manutenção (O&M) das hidrelétricas no regime de cotas, por meio da RAG. Com ativos não totalmente depreciados na época, as empresas aguardam por um mecanismo de compensação desde então.
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