O governo de Minas Gerais deu um passo significativo rumo à privatização da Copasa ao enviar à companhia um ofício com diretrizes e normas para o processo. Isso ocorreu logo após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a necessidade de referendo popular para a desestatização.
A determinação é que a Copasa conduza os estudos de pré-viabilidade, diligências e serviços técnicos necessários, mantendo transparência com os municípios atendidos. O Itaú BBA destaca a abertura para a privatização com a eliminação da exigência de referendo popular.
O próximo passo é a discussão e votação do projeto de lei nº 4.380/2025, que estabelece o marco legal para a privatização da Copasa. A venda total ou parcial da participação do Estado, bem como o aumento de capital com emissão de novas ações, são possibilidades para a privatização.
O projeto precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para outras comissões e, por fim, para votação no plenário, com aprovação necessitando de maioria qualificada de 60% dos votos. O Itaú BBA acredita que há boas chances de aprovação ainda este ano, abrindo caminho para o início formal do processo de privatização pelo governo mineiro.
A Genial Investimentos destaca a necessidade de aprovação do projeto de lei para a privatização da empresa e ressalta os riscos envolvidos. Questões como o modelo de venda final, a estrutura regulatória pós-privatização, a manutenção da qualidade do serviço e o impacto tarifário para o consumidor são pontos a serem considerados.
A empresa recomenda neutralidade e estabelece um preço-alvo de R$ 24, enquanto o Itaú BBA mantém a classificação de desempenho acima da média do mercado, com preço-alvo de R$ 42,50.
Em meio a esse cenário, a privatização da Copasa se mostra como uma importante etapa no processo de desestatização, com o governo mineiro seguindo em direção à implementação de mudanças significativas no setor.
Com o envio de diretrizes e normas à Copasa, juntamente com a aprovação da PEC que permite a privatização sem referendo popular, Minas Gerais está dando passos importantes rumo à desestatização da empresa. A expectativa gira em torno da votação do projeto de lei e dos desafios que envolvem a manutenção da qualidade do serviço e o impacto tarifário para os consumidores. Acompanhar de perto esse processo se torna essencial para entender as mudanças que ocorrerão no setor.
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