A petroleira PRIO realizou recentemente seu Dia do Investidor, destacando sua intenção de estabelecer uma política de retorno aos acionistas no próximo ano. Essa medida tem sido aguardada pelos investidores, especialmente após a redução do endividamento da empresa, adquirindo destaque após a aquisição de Peregrino.
O Itaú BBA ressaltou a busca consistente da PRIO por retornos atrativos através de alocação de capital disciplinada, mantendo uma estrutura operacional de baixo custo. A empresa agora se encontra livre das restrições externas recentes, permitindo alcançar marcos importantes, como a produção de petróleo em Wahoo e a integração de Peregrino, dependendo da execução interna da empresa.
Segundo a XP, a alavancagem da PRIO, atualmente em cerca de 2,3 vezes Dívida Líquida/EBITDA, será um dos principais indicadores para futura distribuição de capital aos acionistas nos próximos dois anos. A empresa busca atingir 1,0 vez até o final de 2027, considerando variáveis como o preço do petróleo.
A Genial informou que a PRIO está trabalhando na definição de uma política de dividendos a ser divulgada até o final do primeiro semestre de 2026. Essa decisão reflete a expectativa de maior geração de caixa após anos de operações e aquisições bem-sucedidas.
O Goldman Sachs alertou que, embora o valuation da PRIO seja atrativo, a geração de caixa deve priorizar a redução da dívida, o que pode limitar recursos para distribuição aos acionistas a curto e médio prazo. Já o JPMorgan enfatizou a importância da execução em 2026, com foco na disciplina de capital e geração de caixa.
Para atingir a produção de cerca de 200 mil barris de petróleo por dia, a PRIO planeja manter um capex orgânico entre US$ 450 a 500 milhões em 2026 e próximo de US$ 450 milhões em 2027. O objetivo é sustentar a produção em torno da meta estipulada.
Itaú BBA, Genial e JPMorgan mantiveram recomendação de desempenho acima da média do mercado para a PRIO, com preços-alvo variando entre R$ 55 e R$ 69. O BTG também recomendou a compra das ações, destacando o crescimento da produção e a redução dos custos operacionais em Peregrino. Por outro lado, o Goldman Sachs manteve recomendação neutra com preço-alvo de R$ 48,30.
Em resumo, a PRIO está se preparando para implementar uma política de dividendos, impulsionada por uma maior geração de caixa e pela busca de retorno aos acionistas. A expectativa do mercado é positiva, com recomendações de compra e projeções de preços otimistas para as ações da empresa.
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