Previsão do JPMorgan: Selic atingirá 10,75% em 2026 e recomenda ações da Multiplan, Iguatemi e Allos

JPMorgan projeta Selic a 10,75% em 2026 e mantém recomendação de compra para Multiplan, Iguatemi e Allos

O JPMorgan revisou suas projeções para as empresas brasileiras de shoppings Multiplan, Iguatemi e Allos, estabelecendo preços-alvo para dezembro de 2026, em média 15% acima dos anteriores. O banco destacou que o desempenho do setor está fortemente ligado às taxas de juros reais e manteve a recomendação "overweight" (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para todos os nomes.

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Em sua análise, o JPMorgan prevê uma taxa de juros de 10,75% ao ano em 2026, contra o consenso de cerca de 13,9%. Com isso, o banco aponta um potencial de valorização de 33% a 34% até os preços-alvo de dezembro de 2026. Além disso, ressaltou um spread de 310 pontos-base em relação às taxas reais de longo prazo e contribuições adicionais de operações não centrais.

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Destaque para Multiplan

O JPMorgan destacou uma preferência relativa por Multiplan, elevando o preço-alvo de R$ 32 para R$ 36. A justificativa está na qualidade superior dos ativos e governança, que justificam o valuation premium de 10,0 vezes P/FFO projetado para 2026. Também chamou atenção para a expectativa de expansão da ABL própria em 2% até o final de 2027, em contraste com a previsão de retração para os pares.

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Iguatemi e Allos também em destaque

Em relação a Iguatemi, o banco elevou o preço-alvo de R$ 26 para R$ 30, ressaltando a qualidade e localização de seus ativos premium. Já para Allos, a recomendação de compra foi mantida, com o preço-alvo subindo de R$ 26 para R$ 31, destacando seu valuation mais atrativo, rendimento de cerca de 10% em 2025 com dividendos e recompras, e perspectivas positivas com desinvestimentos lucrativos e sinergias da fusão com BR Malls.

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Shoppings como aposta macroeconômica

O JPMorgan enfatizou que em quatro ciclos anteriores de afrouxamento monetário, o setor de shoppings superou o Ibovespa nos meses seguintes ao último aumento da Selic. Diante disso, com base no último aumento ocorrido em junho, o banco estima que o setor ainda tem potencial para superar o Ibovespa em pelo menos 17 pontos percentuais até junho de 2026.

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Perspectivas para o segundo semestre de 2025

Para o segundo semestre de 2025, o banco projeta que os incorporadores de baixa renda devem ter um desempenho relativamente mais forte, impulsionados pelo programa Minha Casa Minha Vida. Em relação aos shoppings, no entanto, não são esperados grandes catalisadores, com a desaceleração do IGP-M e a acomodação do varejo limitando o crescimento da receita no segmento principal, os aluguéis. Estacionamento e serviços também devem apresentar evolução mais moderada nesse período.

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