A Petrobras, que deixou a Nigéria há cinco anos, pode retornar rapidamente ao país, conforme declarou o presidente nigeriano Bola Tinubu durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. A empresa havia iniciado suas operações na Nigéria em 1998, porém decidiu sair posteriormente para direcionar investimentos para projetos domésticos.
Durante o evento em Brasília, Tinubu afirmou que a Nigéria vem enfrentando desafios que impactaram a produção de petróleo e gás, mas agora está em processo de superação. Ele destacou o potencial do país como detentor do maior repositório de gás e expressou confiança na retomada da parceria com a Petrobras.
O presidente nigeriano agradeceu o comprometimento de Lula em agilizar o retorno da empresa ao mercado nigeriano. Além disso, Tinubu ressaltou que as reformas econômicas implementadas no país estão começando a gerar resultados positivos, como a melhoria do acesso a divisas.
Durante a visita ao Brasil, foram assinados acordos comerciais, energéticos, de aviação, científicos e financeiros entre os dois países. Destaca-se o acordo com a fabricante brasileira de aeronaves Embraer para estabelecer um centro de serviços na Nigéria, além do anúncio do lançamento de uma rota de voo direto entre Lagos e São Paulo pela companhia aérea nigeriana Air Peace.
Em relação ao comércio bilateral, a Nigéria ocupa a posição de 49º maior destino de exportação do Brasil, com um volume que alcançou quase US$2,1 bilhões em 2024. As exportações brasileiras para a Nigéria foram principalmente de açúcar e geleias, totalizando US$1 bilhão, enquanto as importações totalizaram US$1,1 bilhão, com destaque para fertilizantes.
No cenário petrolífero, a Nigéria está em discussões com a Petrobras para a exploração de uma área de petróleo em águas profundas. A empresa brasileira também está em negociações com outras gigantes do setor, como ExxonMobil, Shell e TotalEnergies, para adquirir parte de seus ativos na África.
Diante desse contexto de reaproximação e potenciais parcerias, a retomada da Petrobras à Nigéria pode representar um impulso significativo para ambos os países, fortalecendo ainda mais os laços econômicos e comerciais entre a maior economia da África e o maior mercado da América Latina.
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