Os preços da carne bovina nos Estados Unidos continuam atingindo máximas históricas, impulsionados pela oferta restrita e pela demanda sazonal. O Bank of America projeta margens melhores para a JBS no terceiro trimestre de 2025 em comparação ao segundo e reitera a recomendação de compra para a companhia.
De acordo com o relatório do BofA divulgado recentemente, os preços da carne bovina nos EUA seguem em alta, batendo recordes semanais. Esse cenário é impulsionado por uma oferta limitada de gado e por uma forte demanda, intensificada pela sazonalidade do feriado de Labor Day.
O indicador do preço médio no atacado da carcaça bovina de qualidade "Choice" nos EUA atingiu US$ 415 por cwt (cerca de 45,36 kg) na última sexta-feira (29), representando um aumento de 35% em relação ao ano anterior.
Segundo analistas, historicamente, os preços da carne atingem o pico entre a primavera e o verão no hemisfério norte, sendo mais comum no segundo trimestre de anos de meio de ciclo pecuário nos EUA. Em anos de pico do ciclo, a queda no preço pode chegar a 7%-8%.
Para o ano de 2025, classificado como um ano de fundo de ciclo, os preços costumam subir no segundo trimestre e se manter estáveis até o final do ano. Os especialistas acreditam que os preços elevados podem ser mantidos caso a demanda siga robusta.
A valorização dos preços da carne tem gerado uma recuperação de curto prazo nas margens dos frigoríficos nos EUA. A margem spot, que estava com prejuízo de US$ 307 por cabeça no início de agosto, agora registra um lucro de US$ 75 por cabeça, indicando uma recuperação significativa.
Tanto a JBS quanto a Tyson ressaltaram em suas últimas teleconferências de resultados que a retenção de novilhas nos EUA já começou. Ambas esperam uma recuperação nas margens em 2027/2028, sendo que a JBS projeta a possível estabilização no final de 2025 e início de 2026.
O Bank of America presume uma melhora nos negócios de carne bovina da JBS nos EUA no terceiro trimestre, enquanto para a Tyson a previsão é de estabilidade, considerando comparações mais desafiadoras. A expectativa é de margens médias um pouco maiores em 2026 em comparação ao ano anterior.
A projeção do EBITDA de 2026 para a JBS está 8% acima do consenso. As ações da empresa são negociadas a 6,3x o Valor da Firma sobre o EBITDA em 2026, enquanto as da Tyson estão em 7,9x. A recomendação do Bank of America é de compra para as ações da JBS e neutra para a Tyson.
Os BDRs da JBS registraram queda de 0,24%, sendo negociados a R$ 87,93 nesta terça-feira (2), às 15h20. Este cenário reflete a tendência de preços elevados da carne bovina nos EUA e as perspectivas positivas para a JBS, apontadas pelo relatório do BofA.
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