Após um início acima de R$ 5,50, o dólar recuou em relação ao real e encerrou o dia com uma leve alta, refletindo a fraqueza da moeda norte-americana no cenário internacional. O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, teve seu comentário citado como um dos motivos desse movimento.
O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,19%, alcançando R$ 5,4709. Em relação ao início do ano, a moeda acumula uma queda de 11,46%. Na B3, o dólar para novembro, considerado o mais líquido no Brasil, subiu 0,26%, atingindo R$ 5,4995.
Na manhã de hoje, o dólar registrou uma alta firme em relação ao real, impulsionado não só pelo mercado interno, mas também pela movimentação externa. Investidores buscaram ativos considerados de menor risco, como Treasuries, dólar e ouro, diante das tensões entre Estados Unidos e China.
O embate comercial entre esses dois países preocupou os investidores, gerando uma busca por opções mais seguras e estáveis no mercado. O presidente dos EUA, Donald Trump, também contribuiu para o clima de incerteza, ainda que tenha amenizado o tom em relação à China no último final de semana.
O diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, destacou que, mesmo com o dólar acima de R$ 5,50, exportadores aproveitaram o momento para vender moeda, o que acabou influenciando na redução das cotações. No entanto, foram os comentários de Powell que tiveram o maior impacto sobre a moeda norte-americana.
Powell indicou que o fim do processo de redução do balanço patrimonial do Fed pode estar próximo, o que foi bem recebido pelos mercados globais. Com essa sinalização, os índices de ações em Nova York ganharam força e o dólar teve uma queda em relação a diversas moedas, incluindo o real.
Apesar de oscilar ao longo do dia, o dólar manteve-se distante dos R$ 5,50 após os comentários de Powell. No exterior, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda diante de outras divisas, registrou uma queda de 0,24%, a 99,067.
O Banco Central realizou a venda de 40.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro, buscando regular o mercado. Em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que o governo está trabalhando em alternativas para lidar com o impacto do arquivamento da medida provisória 1303 pela Câmara.
Vale ressaltar que a dinâmica do mercado cambial varia de acordo com fatores econômicos, políticos e internacionais, sendo essencial estar atento às oscilações e às notícias que influenciam o valor das moedas no cenário global.
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