Petróleo: Goldman eleva projeção de preços para 2026 com estoque e risco geopolítico

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Banco elevou sua previsão para o par Brent/WTI no quarto trimestre de 2026 em US$ 6, para US$ 60/56, devido à redução dos estoques da OCDE

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Lara Rizério

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23/02/2026 08h32 •

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Imagem mostra uma plataforma de petróleo.

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O Goldman Sachs elevou as projeções para o petróleo para 2026.

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Os analistas do banco ressaltam que o brent subiu para US$ 71 o barril, impulsionado pelos temores relacionados ao fornecimento iraniano, que levaram a uma recuperação no posicionamento e no prêmio de risco, juntamente com a ausência de aumento de estoques nos principais centros de precificação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

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Embora não assumam nenhuma interrupção no fornecimento relacionada ao Irã e mantenham sua previsão de superávit para 2026, o Goldman elevou sua previsão para o par Brent/WTI no quarto trimestre de 2026 em US$ 6, para US$ 60/56, devido à redução dos estoques da OCDE.

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Já a previsão de que o Brent caia para US$ 60 no quarto trimestre de 2026 — o ponto mais baixo projetado do ciclo — reflete 1) uma redução gradual de sua estimativa de prêmio de risco de US$ 6, assumindo que as tensões geopolíticas diminuam, e 2) uma queda de US$ 5 no preço justo, à medida que os estoques da OCDE aumentam.

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“Como vemos 2026 como o último ano de uma onda de oferta, nossas previsões de preço permanecem abaixo dos contratos futuros em 2026, mas acima deles a partir de 2028”, apontam os analistas do Goldman.

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Para 2026, o banco vê mesmo superávit e estoques mais otimistas. Agora assume que apenas 19% do aumento dos estoques globais de petróleo em 2026 se materializará nos estoques comerciais da OCDE (contra 27% anteriormente), pois acredita que 25% do excedente se manifestará como acúmulo de petróleo bruto da Rússia e do Irã no mar.

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“Como os estoques da OCDE não aumentaram, agora esperamos que a OPEP8+ aumente gradualmente a produção no segundo trimestre de 2026. Seguimos com nossa previsão de excedente de 2,3 milhões de barris por dia para 2026, assumindo que não haverá grandes interrupções no fornecimento e que não haverá paz entre Rússia e Ucrânia. Consideramos as interrupções no fornecimento em janeiro (por exemplo, no Cazaquistão) como temporárias, enquanto a produção das Américas supera as expectativas”, avalia a equipe.

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Os preços subirão a partir de 2027, avalia o Goldman, com os analistas esperando que o Brent/WTI atinja uma média de US$ 65/61 em 2027 e se recupere para US$ 70/66 até dezembro de 2027, devido à forte demanda e à desaceleração do crescimento da oferta.

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“Nossa previsão de longo prazo para o Brent/WTI em 2030, de US$ 75/71, permanece acima dos preços futuros, pois esperamos um crescimento contínuo da demanda após anos de baixo investimento de longo prazo”, aponta.

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Com relação aos riscos, o banco destacou estatísticas importantes sobre a oferta do Irã e os fluxos no Oriente Médio, além de estimar os riscos bilaterais, porém líquidos, de alta, decorrentes da geopolítica, para a previsão de preços:

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Uma potencial interrupção no fornecimento de 1 milhão de barris por dia – o que corresponde à metade das exportações de petróleo bruto do Irã – por 12 meses aumentaria o valor justo do petróleo em US$ 8 (embora os preços possam subir mais à medida que os riscos de escalada forem reavaliados).

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O custo econômico do aumento dos preços da energia em um hipotético fechamento total e sustentado do Estreito de Ormuz sugere que tal fechamento seja um cenário extremo.

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Um possível alívio das sanções contra o Irã e a Rússia aceleraria o aumento dos estoques desembarcados e liberaria uma oferta maior no longo prazo, representando uma queda de US$ 5/8 nos preços do quarto trimestre de 2026.

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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