O preço do petróleo fechou em queda nesta quarta-feira, devolvendo parte dos ganhos das últimas três sessões de alta. O mercado de energia acompanhou a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, e a queda dos estoques norte-americanos, juntamente com a iminente imposição de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia.
O barril de petróleo WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), registrou baixa de 0,73%, chegando a US$ 64,05, enquanto o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), cedeu 0,76%, atingindo US$ 67,95 o barril.
A volatilidade do dólar em relação às principais moedas estrangeiras após a decisão do Fed impactou os preços do petróleo, que chegaram a ficar estáveis devido à queda inesperada de 9,285 milhões de barris nos estoques dos Estados Unidos na semana anterior.
Apesar dos riscos de oferta relacionados às possíveis sanções do Ocidente contra a Rússia, o impulso sustentado nos preços do petróleo não se concretizou. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que apresentará em breve um novo pacote de sanções visando áreas como criptomoedas, bancos e energia russa, sem estabelecer um prazo específico.
O Rabobank ressalta que o aumento da independência energética da Europa em relação à Rússia terá um impacto maior nos preços do gás natural do que nos preços do petróleo, devido à escassez de fontes alternativas.
O Bank of America (BofA) estima um superávit de oferta no mercado global de petróleo em 2025, com a produção crescendo mais do que a demanda. A projeção do banco aponta que o preço do Barril Brent deve ficar em torno de US$ 67 este ano e chegar a US$ 70 em 2026. Já o preço do WTI está previsto para atingir US$ 64 este ano e US$ 66 em 2026.
Em resumo, a queda no preço do petróleo depois de três altas consecutivas foi influenciada pela decisão do Fed, pela redução nos estoques dos EUA e pelas possíveis sanções da UE contra a Rússia. O mercado projeta um superávit de oferta de petróleo para 2025, de acordo com estimativas do BofA. A volatilidade do dólar e a falta de impulso nos preços do petróleo diante das questões geopolíticas refletem a sensibilidade do mercado de energia a eventos globais.
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