O banco UBS BB revisou para baixo o preço-alvo das ações da Petrobras, passando de R$ 46,00 para R$ 42,00, e dos recibos de ações negociadas nos EUA, de US$ 15,80 para US$ 14,40. Apesar disso, a instituição manteve a recomendação de compra para os papéis da empresa. Essa recomendação se baseia em três pilares principais: avaliação atrativa, expectativa de crescimento na produção nos próximos anos e geração de fluxo de caixa livre acima da média do setor.
O UBS BB destaca que a Petrobras possui baixa concentração de investidores, multiplicadores descontados e dividendos elevados, o que pode reduzir riscos e abrir espaço para uma reprecificação no mercado. O banco ressalta que a disciplina no cumprimento das metas estabelecidas será fundamental para sustentar a geração de fluxo de caixa livre (FCF) e dividendos.
O UBS BB prevê que a Petrobras terá um crescimento significativo na produção nos próximos anos, com um aumento estimado em cerca de 20% até 2028. Além disso, o banco projeta um crescimento anual composto de 26% no fluxo de caixa livre no período de 2025 a 2028, superando a média dos seus pares.
Desde a pandemia, o setor de petróleo passou por desvalorização, com as empresas operando a múltiplos de EBITDA abaixo das médias históricas. No entanto, a Petrobras ainda negocia com um desconto considerável em relação às concorrentes da América Latina, América do Norte e Europa. Atualmente, a estatal é avaliada a cerca de 3 vezes o EBITDA projetado, enquanto as empresas latino-americanas operam a 4 vezes, as norte-americanas a cerca de 7 vezes e as europeias a 5 vezes.
O UBS BB considera que ainda é cedo para operar a Petrobras como um "trade eleitoral" em relação às eleições presidenciais de 2026 no Brasil. O banco não incorpora impactos positivos ou negativos no valuation da empresa decorrentes do processo eleitoral, projetando estabilidade financeira e continuidade da atual estratégia de investimentos.
Apesar da redução no preço-alvo das ações da Petrobras, o UBS BB mantém a recomendação de compra, destacando a avaliação atrativa da empresa, o potencial de crescimento na produção e a robusta geração de caixa. A baixa concentração de investidores, aliada aos múltiplos descontados da companhia, pode abrir espaço para uma reprecificação no mercado. O cenário político e as eleições presidenciais no Brasil são acompanhados de perto pelo banco, que acredita na estabilidade financeira da Petrobras no curto prazo.
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