Petrobras (PETR4): o que esperar dos resultados da petroleira no 4T25?
Queda no petróleo e produção de petróleo são temas a serem monitorados para a companhia
Lara Rizério
05/03/2026 09h44 •
Atualizado 11 minutos atrás
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Navio-sonda a serviço da Petrobras, que pode ser enviada para perfuração na Bacia da Foz do Rio Amazonas, é visto na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, Brasil20/05/2025REUTERS/Pilar Olivares
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Após o fechamento dos mercados, a Petrobras (PETR4) divulga os números do quarto trimestre (4T25) e de 2025 como um todo, em um momento importante para a commodity produzida pela companhia em meio aos conflitos no Irã deflagrados no último fim de semana. A expectativa de analistas de mercado é de que a petroleira registre números mais positivos do que no mesmo período do ano anterior, com a alta das exportações, mas com queda do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ante o 3T25.
A projeção, segundo analistas consultados pela Reuters, é de um lucro líquido de US$ 3,96 bilhões no 4T25 e de um Ebitda de US$ 11,1 bilhões. Para 2025, a expectativa é de um lucro de US$ 18,24 bilhões e Ebitda de US$ 43,27 bilhões.
A XP Investimentos aponta que, no 4T25, a Petrobras manteve os altos níveis de produção do trimestre anterior, ainda que com leve queda de 0,6%. No entanto, a baixa do Brent para US$ 63/o barril (bbl) – uma baixa de 7,4% ante o 3T25, a US$ 68/bbl – deve ser um dos principais motivos para o desempenho no quarto trimestre. A queda no preço do petróleo foi parcialmente compensada pelos maiores spreads (diferenciais) médios no trimestre e pela valorização do real.
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No geral, a XP projeta uma queda de 7,1% no Ebitda da Petrobras ante o 3T25, para US$ 11,1 bilhões.
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Na mesma linha, o Itaú BBA aponta que, apesar de sólido desempenho operacional e produção elevada, o recuo de 7% nos preços do petróleo no quarto trimestre pressiona o Ebitda na comparação trimestral, tendo projeção de um número de US$ 11,22 bilhões. Além disso, o capex (investimentos) mais alto, influenciado por desembolsos de caixa relacionados aos leilões do pré-sal, reduz a geração de caixa e limita o dividendo ordinário do período.
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O BTG Pactual destaca que, apesar de spreads de refino mais fortes, a queda do Brent deve resultar em redução sequencial de aproximadamente 5% no Ebitda. A aceleração do capex no fim do ano, estimado em cerca de US$ 5,5 bilhões, somado a saídas de caixa pontuais de US$ 1,7 bilhão, pressiona a geração de caixa.
O Bradesco BBI também vê um Ebitda de US$ 11,1 bilhões, principalmente devido a: (1) preços mais baixos do Brent; (2) produção de petróleo estável em relação ao trimestre anterior; e (3) preços da gasolina ligeiramente mais baixos após o corte de R$ 0,14/litro implementado em outubro de 2025. Enquanto isso, projeta um lucro líquido de US$ 4,61 bilhões, queda de 12% ante os US$ 5,23 bilhões no 3T25. Já na comparação anual, os números devem apresentar melhora, com avanço de 10% no Ebitda, além de reversão do prejuízo.
Olhando para o ano de 2025 como um todo, o Ineep destaca que a produção total da Petrobras subiu 10,8%, chegando a 2,990 milhões de barris de óleo equivalente por dia (Mboe). O destaque ficou para a alta no pré-sal, com produção de 2,020 milhões de boe por dia, avanço de 11,4% no ano.
As exportações de petróleo bateram recorde, com 765 mil barris por dia, alta de 27,1% em relação ao ano anterior. A China respondeu por 53% das compras de petróleo brasileiro. A projeção dos resultados revela que a companhia, após prejuízo de R$ 17 bilhões no quarto trimestre de 2024, deve registrar o quarto trimestre consecutivo de lucro líquido no quarto trimestre de 2025.
Assim, depois de acumular lucro líquido de R$ 94,5 bilhões nos três primeiros trimestres do ano, a companhia tem lucro projetado de R$ 31,1 bilhões no quarto trimestre de 2025 e pode fechar o ano com resultado próximo de R$ 125,5 bilhões, disse o Ineep em relatório.
(com agências)
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Lara Rizério
Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.
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