Nesta quinta-feira (4), a Petrobras e a Shell garantiram os direitos de produção da União para áreas não contratadas nos reservatórios compartilhados de Mero e Atapu, localizados na região do pré-sal da Bacia de Santos. O leilão foi conduzido pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).
Com o lance realizado, a Petrobras elevou sua participação na jazida compartilhada de Mero de 38,60% para 41,40%, após arrematar junto com a Shell uma fatia da área que pertencia à União, devendo desembolsar R$ 6,97 bilhões. Os lances em parceria com a Shell totalizaram R$ 8,8 bilhões.
No campo de Mero, o consórcio vencedor foi formado pela Petrobras (80%) e Shell (20%), com um lance de R$ 7,79 bilhões. Já em Atapu, a Petrobras assegurou 73,24% de participação, enquanto a Shell ficou com os 26,76%, com um lance de R$ 1 bilhão.
Os analistas do Bradesco BBI destacam que a participação da Petrobras no leilão era esperada, porém, a empresa demonstrou um apetite ligeiramente maior do que o previsto ao aumentar sua participação em Mero e Atapu. Ainda segundo o BBI, o aumento de produção resultante dessa aquisição deve ser de aproximadamente 16-18 mil barris por dia.
O JPMorgan também vê de forma positiva a aquisição dos ativos pela Petrobras, com um pequeno ágio em relação ao lance mínimo e a presença da Shell como parceira, considerando uma alocação de baixo risco em ativos onde a estatal brasileira já opera.
O Goldman Sachs ressalta que a Petrobras já opera diversas unidades de produção nos campos adquiridos e acredita que a notícia do leilão não deve surpreender os investidores. O banco mantém recomendação de compra para a Petrobras, considerando um desempenho operacional sólido.
Para o futuro, o Bradesco BBI espera que a Petrobras anuncie valores menores de dividendos no 4º trimestre de 2025 devido a essa aquisição, e aponta que a estatal poderá anunciar outras aquisições em 2026. Já o JPMorgan mantém a recomendação de compra para a Petrobras, com olhar nas eleições.
A assinatura do contrato está prevista para março de 2026, e o comprador da participação da União se juntará formalmente ao consórcio operacional em março de 2027. Com a aquisição dos campos de Mero e Atapu, a Petrobras fortalece sua atuação no pré-sal, ampliando sua participação e perspectivas de produção. A presença da Shell como parceira e a expectativa positiva do mercado em relação aos resultados do leilão reforçam o cenário de investimento na empresa.
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