Petrobras: Bradesco BBI rebaixa recomendação para neutra após alta de mais 20% no ano

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Banco vê espaço de alta limitado e falta de gatilhos positivos significativos para a micro história específica

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Lara Rizério

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03/02/2026 08h37 •

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Logo da Petrobras no Rio de Janeiro, Brasil 05/06/2025 REUTERS/Ricardo Moraes

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O Bradesco BBI rebaixou a recomendação para as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) de outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para marketperform (desempenho em linha com a média do mercado, equivalente à neutra).

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O preço-alvo, contudo, foi elevado de R$ 40 para R$ 45 para os ativos PETR4, enquanto o ADR (recibo de ações negociado nos EUA) foi elevado de US$ 15 para US$17 para o papel PBR.

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O banco também rebaixou a recomendação da colombiana Ecopetrol de outperform para underperform (desempenho abaixo da média, equivalente à venda), mantendo o preço-alvo em US$ 12 por ADR.

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Para os analistas, após a forte performance das ações no início do ano (alta de 21% de PETR4 em 2026), agora há espaço limitado, assumindo preço estimado de longo prazo para o petróleo (tipo Brent) de US$ 65,00/barril.

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O novo preço-alvo para as ações da Petrobras é baseado em um rendimento de dividendos justo de 9% para os próximos 5 anos. Além disso, acredita que a recente alta do preço do petróleo foi impulsionada, principalmente, por um aumento do prêmio geopolítico, o que pode ser insustentável.

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“Continuamos vendo fundamentos fracos para apoiar os preços globais do petróleo bruto, impulsionados por um forte aumento na oferta, superando a demanda. Portanto, vemos os riscos tendenciosos para baixo no setor”, avaliam os analistas.

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Eles também destacam que parece haver falta de gatilhos positivos significativos para a micro história específica. Embora a Petrobras possa surpreender em termos de produção, a agenda de fusões e aquisições da empresa deve continuar trazendo riscos.

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Por outro lado, os principais riscos para o rebaixamento das ações são: (i) uma contínua alta nos preços do Brent; (ii) fluxos contínuos para os mercados emergentes; e (iii) alternância nas diretrizes do controlador.

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“Para a Petrobras, o cenário político/diretrizes ainda é incerto e deve permanecer assim por um tempo. No entanto, essa relação risco x retorno é menos atraente do que costumava ser”, avalia a equipe de análise.

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Atualmente, o BBI vê o rendimento de dividendos da empresa para 2026 em 6,5%, abaixo da média das empresas do setor nos Estados Unidos (7%) e abaixo dos 8% estimados pelo banco para a Vale (VALE3), por exemplo. Esse rendimento tornou-se excessivamente apertado, na visão do banco.

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“Vemos as ações da Petrobras negociando com um múltiplo EV/Ebitda (valor da firma/lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) em 2026 de 3,7 vezes, com um desconto de 29% em relação à média global dos pares (5,2 vezes)”, apontam.

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Em relação ao preço-alvo, as ações seriam negociadas a 4,0 vezes o múltiplo EV/Ebitda, com um desconto considerado justificado de 20% pelo BBI para levar em conta o custo de capital e os riscos relacionados ao seu status de empresa pública.

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O BTG Pactual manteve também neste começo de semana a recomendação neutra para as ações. As estimativas do banco indicam que os dividendos do quarto trimestre de 2025 podem ficar abaixo do consenso de mercado, que projeta US$ 1,7 bilhão, enquanto a instituição aponta que a divulgação dos próximos dados operacionais deverá fornecer melhores insumos para revisar as projeções trimestrais.

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Ainda assim, a expectativa de dividendos é considerada otimista diante de possível aceleração do capex no fim do ano e saídas de caixa não recorrentes relacionadas ao leilão da PPSA e ao acordo Jubarte AIP.

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Considerando Ebitda entre US$ 10,5–11,5 bilhões e capex caixa entre US$ 5,2–5,8 bilhões, os dividendos mais prováveis seriam de cerca de US$1 ,3 bilhão, equivalentes a yield trimestral de aproximadamente 1,4%, avalia. A recomendação permanece neutra, refletindo perspectiva financeira apertada e baixa visibilidade macroeconômica e política.

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Além disso, projeções pouco atrativas de fluxo de caixa para o acionista e yield em 2026 limitam o potencial de valorização no curto prazo.

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O Goldman Sachs, por sua vez, manteve recomendação de compra para a Petrobras devido a um carregamento razoável (rendimento de dividendos de aproximadamente 9% em 2026/27), aliado à possibilidade decorrente das eleições no Brasil, que

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podem ser um catalisador para as ações, na visão dos analistas. A preferência do banco americano entre as ações brasileiras é a PRIO (PRIO3) em meio ao cenário de volatilidade para o petróleo. Já a Brava (BRAV3) aparece como a mais exposta aos preços do petróleo.

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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