Pesquisa da XP aponta melhora na percepção do mercado de ações: investidores estão mais interessados!

Interesse por ações cresce e bolsa ganha otimismo, revela pesquisa da XP

Uma pesquisa realizada pela XP com sua rede de assessores de investimentos apontou um aumento no interesse por ações entre os clientes atendidos. Apesar da melhora no sentimento em relação à bolsa, a intenção de ampliar a exposição a renda variável teve uma queda, com a renda fixa ainda sendo a preferência de muitos investidores.

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De acordo com o levantamento, 39% dos assessores relataram uma maior procura por ações, representando um crescimento de 3 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Fundos imobiliários também tiveram destaque, alcançando 35%, enquanto multimercados e fundos de renda variável subiram para 15% e 9%, respectivamente. Este aumento no apetite por produtos ligados à bolsa ocorreu ao mesmo tempo em que o interesse por investimentos internacionais recuou para 36%.

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O otimismo em relação ao mercado acionário se fortaleceu, com 66% dos respondentes atribuindo nota 7 ou mais para a bolsa, um aumento de cinco pontos em relação ao mês anterior. A média das avaliações subiu de 6,5 para 6,9, indicando uma percepção mais favorável. Apesar disso, a projeção média para o Ibovespa no fim de 2025 ficou em 151 mil pontos, abaixo dos níveis atuais próximos de 155 mil pontos.

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A pesquisa reflete os recordes consecutivos alcançados pela Bolsa brasileira, que operou novamente em forte alta, impulsionada pelo otimismo com os cortes de juros nos EUA e a redução da inflação no Brasil.

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Intenção de aumentar exposição em renda variável diminui

Apesar do aumento do interesse por ações, a disposição para ampliar posições em renda variável recuou para 29%, uma queda de 3 pontos percentuais. Enquanto 9% dos investidores planejam reduzir suas exposições, a maioria, 62%, pretende manter suas alocações como estão.

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Os dados mostram que o nível efetivo de alocação em ações está em ascensão. O grupo com exposição entre 10% e 25% aumentou para 39% dos clientes, representando um crescimento de 10 pontos. Já a participação daqueles com alocação entre 25% e 50% avançou para 11%. Em contrapartida, o grupo com até 10% de renda variável diminuiu para 44%, uma redução de 13 pontos.

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Preferência pela renda fixa e principais preocupações

A renda fixa permanece como a classe de maior preferência, mencionada por 70% dos assessores, um aumento de 8 pontos percentuais. Embora as preocupações fiscais tenham perdido intensidade, elas ainda são apontadas como o principal risco para a bolsa, citadas por 56% dos respondentes. Em seguida, aparecem juros domésticos mais altos (14%) e instabilidade política (12%).

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Em relação à volatilidade recente no mercado de crédito privado, 51% dos assessores afirmaram que não influenciou o apetite por risco, enquanto 29% reportaram uma redução e 20% um aumento. Uma Selic em 10% seria o gatilho mais provável para ampliar a alocação em renda variável para a maioria dos participantes da pesquisa.

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Conclusão

A pesquisa da XP revela um cenário em que o interesse por ações cresceu entre os clientes atendidos por assessores, ao mesmo tempo em que o otimismo em relação à bolsa se fortaleceu. Ainda que a intenção de ampliar a exposição a renda variável tenha diminuído, a renda fixa continua sendo a preferência de muitos investidores. As preocupações fiscais e a volatilidade do mercado de crédito privado seguem sendo temas relevantes para os profissionais de investimentos entrevistados.

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