Uma pesquisa realizada pela XP com 25 gestoras multimercados revelou um cenário de cautela no curto prazo, mas otimismo para o ano de 2026. O estudo mostrou que quase a totalidade do mercado (98%) espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic em 15%. Enquanto isso, o foco está na virada internacional, com a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos pelo Federal Reserve.
Os gestores brasileiros estão ajustando suas carteiras, aumentando a exposição à Bolsa brasileira e apostando no fechamento da curva de juros. De acordo com a pesquisa, realizada entre 26 de novembro e 4 de dezembro, os gestores dobraram sua aposta na Bolsa local, passando de 33% para 67% de posições compradas em ações brasileiras.
A pesquisa destacou a valorização expressiva do Ibovespa em 2025, acumulando um aumento de 53% em dólar. Esse desempenho supera a média dos mercados emergentes (27,1%) e a média global (19,5%). No entanto, apesar do bom desempenho da Bolsa, investidores locais retiraram R$ 52,8 bilhões de fundos de ações até novembro, o que representa o maior volume de resgates da série histórica.
A análise dos especialistas aponta que o movimento de alta na Bolsa brasileira é impulsionado pelo capital estrangeiro, atraído pela desvalorização do dólar global. Por outro lado, os gestores locais mostraram aumento na exposição à Bolsa, em um paradoxo chamado de "bull market silencioso".
Os gestores têm apostado em cortes na Selic no futuro, migrando para posições "aplicadas" em juros nominas e projetando queda nas taxas. A exposição a essa tese aumentou de 17% para 80% ao longo do ano. Em relação ao câmbio, após um pico de otimismo com o Real em novembro, o posicionamento dos gestores teve um ajuste, mas a aposta contra o dólar ainda é majoritária.
A pesquisa também revelou que as projeções macroeconômicas apontam para um alívio, com expectativas de queda na inflação e aumento do PIB. A projeção do IPCA para 2025 caiu gradualmente de 5,75% para 4,27% em dezembro, enquanto a projeção do PIB subiu de 2,06% para 2,16%.
Diante desse cenário, os gestores mostram confiança na evolução da economia e nos rumos dos mercados para o próximo ano, demonstrando um otimismo cauteloso em suas estratégias de investimento.
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