O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afastou a acusação de que Jair Bolsonaro teria se envolvido no uso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar a votação de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022. Fux destacou que a Procuradoria-Geral da República não apresentou provas de envolvimento direto do ex-presidente na operação. A acusação se baseou na atuação de outras autoridades, como o então ministro da Justiça, Anderson Torres, e dirigentes da PRF.
Em seu voto, Fux questionou a mobilização da PRF em supostos interesses do ex-presidente Bolsonaro, afirmando que a tese do Ministério Público resultaria em uma imputação penal objetiva, sem demostrar a contribuição direta do ex-presidente nos fatos. Após o voto de Fux, filhos de Bolsonaro solicitaram a anulação do julgamento no STF, argumentando a incompetência da Corte para julgar a suposta trama golpista.
No dia da votação, a PRF realizou bloqueios inesperados em estradas, principalmente no Nordeste, região onde Lula obteve grande apoio. A PGR indicou que as operações foram coordenadas por autoridades como Anderson Torres, Silvinei Vasques (ex-diretor da PRF) e membros da área de inteligência do Ministério da Justiça. Mesmo sem ordem direta de Bolsonaro, a Procuradoria afirmou que a corporação agiu alinhada aos interesses do então presidente.
Por sua vez, Fux rejeitou a interpretação da PGR, destacando que a falta de evidências concretas sobre o conhecimento ou consentimento explícito do presidente inviabiliza qualquer condenação nesse aspecto. O ministro afirmou que as acusações não foram comprovadas com provas que vinculem diretamente Bolsonaro às ações da PRF durante o processo eleitoral.
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