Ouro vive “bolha de 6 mil anos” e BCs devem vender, diz ex-Citi e Banco da Inglaterra

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Willem Buiter, ex-economista-chefe global do Citigroup e ex-membro do comitê do Banco da Inglaterra, afirma em artigo no Financial Times que o ouro é um ativo supervalorizado e sem valor intrínseco relevante

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Paulo Barros

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12/10/2025 17h55 •

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Atualizado 4 minutos atrás

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Willem Buiter (Foto: Divulgação)

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O ex-economista-chefe global do Citigroup e ex-integrante do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, Willem Buiter, afirmou que os bancos centrais deveriam vender suas reservas de ouro, por considerar o metal uma “bolha de 6 mil anos” sem valor intrínseco significativo. A avaliação foi publicada em artigo no Financial Times na última sexta-feira (10).

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Segundo Buiter, o preço do ouro, que superou US$ 4.000 a onça após uma alta de mais de 50% no ano, reflete uma valorização irracional. Ele argumenta que o metal continua sendo tratado como reserva de valor “por prisioneiros da história”, mesmo tendo utilidade econômica limitada.

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“O mundo é um prisioneiro inconsciente da história quando trata o ouro como reserva de valor”, escreveu o economista. Ele defendeu que nenhum banco central deveria investir em um único ativo físico com “valor intrínseco desprezível e risco elevado”.

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Buiter comparou o comportamento do ouro ao do Bitcoin (BTC), observando que ambos se valorizam com base apenas na percepção de mercado. Ele destacou, porém, que o ouro é menos útil como meio de pagamento do que criptomoedas ou moedas digitais emitidas por bancos centrais.

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O ex-economista do Citi classificou o custo de produção do metal como um desperdício de recursos. Citando dados do World Gold Council, lembrou que o custo total de extração gira em torno de US$ 1.500 por onça, enquanto cerca de 5 mil toneladas são produzidas anualmente.

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De acordo com o artigo, os bancos centrais aumentaram suas reservas de ouro em mais de 1.000 toneladas por ano desde 2022, o que levou o metal a representar cerca de 20% das reservas globais dessas instituições no fim de 2024 — acima da fatia em euros, estimada em 16%.

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Buiter conclui que não há justificativa econômica para manter o ouro como pilar das reservas oficiais. “Os bancos centrais deveriam vender o máximo possível a investidores privados dispostos a correr o risco de perder tudo”, escreveu no Financial Times.

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Paulo Barros

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Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)

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