O preço do ouro (XAU/USD) encerrou em queda nesta terça-feira, dia 11, após duas sessões consecutivas de alta, mas ainda se mantendo acima dos US$ 4.100. O metal precioso fechou o contrato para dezembro na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), com recuo de 0,18%, chegando a US$ 4.116,3 por onça-troy.
A movimentação de queda do ouro foi influenciada pela realização de lucros, mas também pela expectativa em relação ao Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. A retomada da divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos gera a possibilidade de um corte de juros, o que impacta o mercado do ouro.
O ouro começou o dia em alta, atingindo máxima em quase três semanas, impulsionado por dados fracos de emprego no setor privado dos EUA. Esse cenário amplia as expectativas de um corte de juros pelo Fed, com os mercados precificando 67,4% de probabilidade de redução na taxa básica no próximo mês.
No entanto, o ouro reverteu os ganhos no período da tarde, acompanhando a melhora do sentimento de risco em Wall Street, com exceção do setor de tecnologia. O vice-presidente e estrategista sênior de metais na Zaner Metals, Peter Grant, destacou a realização de lucros nas posições compradas após os ganhos e vendas especulativas motivadas pela resistência encontrada.
O Senado dos Estados Unidos aprovou o projeto orçamentário que pode encerrar a mais longa paralisação governamental do país, o que gerou um "apagão" de dados oficiais. Com a aprovação do projeto pela Câmara, a situação política no país poderá ter impacto nos rumos do mercado do ouro.
Tradicionalmente considerado um ativo de refúgio, o ouro tende a se beneficiar em ambientes de juros mais baixos, por não gerar rendimento. A expectativa dos investidores é que os dados econômicos mais fracos levem o Fed a cortar as taxas de juros em dezembro, destacando a importância do metal precioso em períodos de incerteza.
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