O ouro alcançou sua maior marca histórica nesta quarta-feira (1º) em meio ao shutdown do governo dos Estados Unidos, levando investidores a buscar ativos de proteção. A onça do metal chegou a US$ 3.895,38, em alta pelo quinto dia consecutivo, após o fracasso de um pacote emergencial para evitar o fechamento em Washington.
A paralisação do governo americano pressiona o dólar e pode resultar em atrasos na divulgação de dados econômicos essenciais, como o relatório de emprego previsto para sexta-feira. Esse impasse ressalta a importância do ouro como reserva de valor em períodos de incerteza política e econômica.
Com um avanço superior a 48% ao longo de 2025, o ouro caminha para registrar o maior ganho anual desde 1979. Esse crescimento se deve às compras dos bancos centrais e ao aumento das posições em fundos negociados em bolsa (ETFs) lastreados em ouro. Em setembro, as entradas líquidas em ETFs foram as maiores em três anos, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
Além disso, o rali do ouro tem sido impulsionado pela retomada dos cortes de juros pelo Federal Reserve, reflexo das divergências entre as autoridades do Fed sobre a política monetária. Essa incerteza alimenta a busca por ativos seguros, como o ouro, diante das preocupações com a independência do banco central.
A prata não fica para trás, registrando um salto de até 2% e chegando a US$ 47,5598 a onça - menos de 5% abaixo de sua máxima histórica. O metal, mais barato que o ouro, acumula uma valorização de mais de 60% no ano, impulsionado por fatores macroeconômicos semelhantes aos que influenciam o ouro, além da escassez de oferta após anos de déficits de produção.
No mercado, o ouro spot operava em alta de 0,8%, chegando a US$ 3.888,35 a onça, enquanto o índice Bloomberg Dollar Spot recuava 0,2%. A prata apresentava alta de 1,4%, impulsionada pelo movimento anterior de queda de 0,6%. O platina registrava avanço, enquanto o paládio mostrava estabilidade.
Em meio a um cenário de incertezas políticas e econômicas, a tendência de valorização do ouro e prata como ativos de proteção se mantém sólida, refletindo o contexto atual de volatilidade nos mercados globais.
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