Ouro e prata nas máximas, mas Goldman vê risco maior para um deles; veja os motivos

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Banco apontou acreditar que, no médio prazo, a prata deve continuar subindo, mas que há mais risco e volatilidade para ela

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Lara Rizério

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14/10/2025 15h41 •

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Atualizado 4 minutos atrás

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Barras de ouro e prata empilhadas na sala de cofres da empresa de ouro Pro Aurum em Munique, Alemanha, 13 de outubro de 2025. REUTERS/Angelika Warmuth

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Enquanto o cenário segue de incertezas globais e tensões tarifárias, os metais preciosos têm atingido novos recordes no mercado financeiro.

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Nesta terça-feira (13), o ouro fechou em alta inédita e a prata renovou maior nível em 45 anos, conforme levantamento da Dow Jones Newswires. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,73%, a US$ 4.163,4 por onça-troy após atingir o valor de US$ 4.190,90 por onça-troy durante a sessão. A prata também para dezembro subiu 0,38%, a US$ 50,62 por onça-troy, após chegar a 52,49 durante a sessão.

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Mas, a partir de agora, qual tem mais potencial? Em relatório desta semana, o Goldman Sachs apontou acreditar que, no médio prazo, o preço da prata deve continuar subindo, pois ela se beneficia dos mesmos fluxos de investimento privado que impulsionam o ouro em meio à visão de cortes de juros do Federal Reserve.

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“No entanto, no curto prazo, vemos muito mais volatilidade e risco de queda para a prata do que para o ouro, que é a única commodity beneficiada por uma demanda estrutural dos bancos centrais”, avaliam os analistas Lina Thomas e Daan Struyven.

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O ponto de partida da análise é que, assim como o ouro, a demanda de investimento é o principal motor dos preços da prata. O Goldman estima que entradas de 1.000 toneladas de prata — seja via ETFs (fundos de investimento negociados na bolsa, que replicam o desempenho de um ativo ou índice) ou posições especulativas — normalmente elevam o preço da prata em cerca de 1,6%.

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O banco americano ressalta que esses fluxos de investimento privado se movem em conjunto nos mercados de ouro e prata, fazendo com que os preços dessas duas commodities estejam geralmente interligados. Historicamente, essa movimentação conjunta manteve a relação preço ouro-prata entre 45 e 80. Porém, desde 2022, o ouro se desvinculou dessa relação devido ao aumento das compras pelos bancos centrais, que elevaram o preço do ouro mesmo sem fluxos privados. A prata, que não conta com essa demanda dos bancos centrais, ficou para trás.

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Com os cortes de juros do Fed e o retorno dos fluxos para ETFs, a prata está se recuperando, avalia. O preço da prata pode reagir fortemente a esses fluxos porque seu mercado é menos líquido e cerca de 9 vezes menor que o do ouro, o que amplifica os movimentos de preço.

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Uma restrição temporária de liquidez ampliou a recente alta da prata (+35% desde 26 de agosto). Os estoques em Londres — principal centro global de negociação física de prata — caíram no início do ano devido a preocupações com tarifas dos EUA, que atraíram o metal para os EUA. O aumento rápido da demanda por ETFs lastreados em prata física absorveu mais metal, reduzindo a disponibilidade no curto prazo, elevando as taxas de aluguel do metal e impulsionando os preços.

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Porém, para os analistas, esse desequilíbrio deve se normalizar com o tempo, à medida que preços mais altos em Londres incentivam o retorno do metal dos EUA e outras regiões, restaurando a liquidez.

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“No médio prazo, esperamos que os preços da prata continuem subindo com os cortes de juros do Fed atraindo mais investimentos. Porém, no curto prazo, a volatilidade e o risco de queda são maiores do que para o ouro, devido ao mercado menor e menos líquido da prata”, reforçam os analistas.

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Assim, sem a demanda dos bancos centrais para ancorar os preços, até mesmo uma breve redução nos fluxos de investimento pode causar correções desproporcionais, desfazendo o aperto de liquidez em Londres que impulsionou a alta recente.

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Fatores de volatilidadeAlém desses fatores, o banco avalia que a incerteza sobre possíveis tarifas de até 50% sobre minerais críticos nos EUA, que incluem a prata (64% das importações dos EUA), pode atrasar o retorno do metal para Londres, prolongando a restrição de liquidez.

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Para o banco, no médio prazo, os preços da prata podem subir ainda mais se as preocupações fiscais globais aumentarem e investidores privados ampliarem sua exposição à prata, que é uma versão mais especulativa e volátil do ouro.

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Contudo, não vê suporte estrutural dos bancos centrais para a prata por três motivos principais:

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O ouro é mais adequado para reservas devido às suas propriedades físicas: é cerca de 10 vezes mais raro, 80 vezes mais valioso por onça e duas vezes mais denso, facilitando armazenamento e transporte.

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A prata não tem o perfil institucional e econômico que sustenta o ouro. Não é reconhecida como reserva pelo FMI, não está presente nas carteiras dos bancos centrais e tem forte exposição industrial, tornando-a pró-cíclica e menos adequada como proteção de portfólio.

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Mesmo que o ouro “esteja caro”, os bancos centrais gerenciam valor, não peso, e mantêm reservas passivas. Se o preço do ouro subir, eles precisarão de menos volume para manter a alocação em dólares.

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Por outro lado, avaliam, apesar da falta de suporte oficial, a prata se beneficia da demanda industrial, como na produção de painéis solares. “Porém, o crescimento do setor solar está desacelerando e os fabricantes têm usado menos prata por gigawatt, substituindo por outros materiais, o que limita esse suporte à demanda”, finaliza a análise.

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Lara Rizério

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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