Ouro atinge recorde com dólar em queda e ameaça de paralisação nos EUA

Ouro bate recorde acima de US$ 3.800 com dólar em queda

O ouro atingiu uma máxima histórica acima de US$ 3.800 a onça nesta segunda-feira (29), impulsionado pela desvalorização do dólar e temores de um possível "shutdown" do governo dos Estados Unidos. A valorização do metal precioso chegou a 1,6%, alcançando US$ 3.819,81 a onça, superando o pico anterior registrado na semana passada, após seis semanas consecutivas de ganhos. A prata também teve um aumento de 2,4%, enquanto platina e paládio acompanharam a tendência de valorização, impulsionadas pela escassez persistente no mercado e investimentos em fundos negociados em bolsa lastreados nos metais.

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Dólar mais fraco e incertezas nos EUA impulsionam alta do ouro

A queda do dólar foi um dos fatores que contribuíram para o aumento do valor do ouro, à medida que investidores aguardavam um possível "shutdown" do governo dos EUA devido à falta de acordo sobre um projeto de gastos de curto prazo. A desvalorização da moeda norte-americana torna os metais preciosos mais acessíveis para a maioria dos compradores. Além disso, a expectativa de dados de emprego mais fracos reforça a possibilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve em outubro, tornando os metais sem rendimento mais atrativos para os investidores.

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Ouro acumula alta de 45% em 2025 e perspectivas positivas no mercado

O ouro acumula um aumento de 45% ao longo de 2025, renovando sucessivos recordes e sustentado pela demanda dos bancos centrais e pelos cortes de juros do Fed. Os preços seguem em trajetória positiva para encerrar o terceiro trimestre com valorização, com investimentos em ETFs de ouro atingindo o maior patamar desde 2022. Bancos como Goldman Sachs e Deutsche Bank projetam uma continuidade do rali do metal precioso, em meio a uma escassez sem precedentes nos estoques disponíveis em Londres.

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Tendências e projeções para outros metais preciosos

A prata atingiu o seu maior valor desde 2011, ultrapassando US$ 45 a onça na semana passada pela primeira vez em 14 anos, operando em alta de 1,8% a US$ 46,90. Já a platina avançou 1,9%, ultrapassando US$ 1.600 a onça pela primeira vez desde 2013, e o paládio registrou um aumento de 2,9%, atingindo o maior nível desde julho. A escassez no mercado de metais preciosos intensifica as preocupações sobre a redução dos estoques disponíveis, com taxas de arrendamento elevadas, indicando um cenário de alta demanda e valorização dos ativos.

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Conclusão

O mercado de metais preciosos continua em alta, com o ouro liderando a valorização e atingindo recordes históricos acima de US$ 3.800 a onça. Fatores como a queda do dólar, as incertezas políticas nos EUA e a escassez persistente no mercado impulsionam a busca por ativos como prata, platina e paládio, que também registram aumentos significativos em seus valores. As projeções positivas de instituições financeiras indicam uma tendência de continuidade do rali nos metais preciosos, com investidores atentos aos desdobramentos dos mercados globais e às decisões do Federal Reserve.

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