A Motiva (MOTV3), antiga CCR, optou por não participar do leilão do Lote 5 de rodovias do Paraná, deixando a concessão para a Reúne Rodovias. A decisão da empresa faz parte de uma estratégia de crescimento seletivo e rentável, com foco em regiões e projetos mais rentáveis e conectados aos ativos já em operação. A empresa busca priorizar concessões que compartilhem infraestrutura, equipe e sistemas de gestão, para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional.
O presidente-executivo da Motiva, Miguel Setas, explicou que a empresa avaliou que o novo trecho não geraria ganhos de eficiência com a estrutura que já opera no Estado. Dessa forma, a empresa visa buscar um crescimento rentável, seletivo e sinérgico, concentrando esforços em áreas com maior potencial.
Em relação aos resultados financeiros, a estratégia da Motiva tem se refletido positivamente. No terceiro trimestre de 2025, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 1,23 bilhão, um aumento de 191,8% em comparação com o mesmo período de 2024. Mesmo desconsiderando efeitos extraordinários, o lucro líquido ajustado teve um crescimento de 22%. O Ebitda ajustado aumentou 16,3%, alcançando R$ 2,54 bilhões, com margem de 64,4%, a mais alta já registrada pela empresa em um trimestre.
A Motiva tem um pipeline de oportunidades mapeado, somando cerca de R$ 100 bilhões em rodovias e mais R$ 60 bilhões em trilhos. A empresa continua interessada em novas concessões, porém com critérios bem definidos, buscando ativos que ofereçam melhor viabilidade, sinergia e complementem o portfólio da empresa. A ideia é que cada novo ativo contribua para o crescimento da receita e fortaleça a eficiência e sustentabilidade do grupo.
A redução de custos operacionais, a saída de negócios deficitários e a maior demanda em rodovias e linhas metropolitanas têm contribuído para os resultados positivos da Motiva. A receita líquida ajustada no terceiro trimestre de 2025 alcançou R$ 3,96 bilhões, 4,6% acima do mesmo período de 2024. Além disso, a alavancagem ajustada da empresa ficou em 3,6 vezes até setembro deste ano, ligeiramente abaixo do registrado em junho.
Os investimentos da Motiva totalizaram R$ 2,33 bilhões no trimestre, 11,1% a mais em relação ao mesmo período de 2024. A empresa realizou operações de troca de passivos, que reduziram o spread da dívida em 0,8 ponto percentual em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, reforçando a percepção de crédito da companhia e mostrando uma posição financeira confortável para seguir com os planos de crescimento.
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