A empresa Oncoclínicas (ONCO3) teve suas ações valorizadas em 7,99% após anunciar a venda de 84% de sua participação no Complexo Hospitalar Uberlândia (UMC). Esta transação faz parte da estratégia da empresa de reduzir a alavancagem financeira e focar em seu core business. Além disso, a companhia também havia vendido recentemente um hospital para a Hapvida (HAPV3).
O Goldman Sachs avaliou a transação como um movimento estratégico da Oncoclínicas para fortalecer seu balanço, destacando a venda de ativos considerados não essenciais como um passo importante nesse sentido. A expectativa é que a venda traga um alívio financeiro imediato para a empresa, embora de forma modesta.
Com a venda do Hospital UMC, que representava cerca de 8% do valor de mercado da Oncoclínicas, a empresa busca reduzir sua alavancagem e concentrar suas operações na área de oncologia. O Bradesco BBI também considerou positiva a transação, destacando que a venda do ativo contribuirá para uma redução significativa na alavancagem da empresa e para a manutenção do foco em sua plataforma principal.
A venda do Hospital UMC por um valor menor do que o adquirido em 2021 reflete a deterioração operacional e financeira do mesmo ao longo do período. O Bradesco BBI calcula que, sem o UMC, o EBITDA ajustado do 2º trimestre de 2025 teria sido 21% maior e a dívida líquida da empresa deve recuar cerca de 4%, melhorando a relação dívida líquida/EBITDA para cerca de 7 vezes.
Para o Goldman Sachs, a venda de ativos estratégicos e que consomem caixa a curto prazo é uma medida positiva para a Oncoclínicas, que busca melhorar seu nível de endividamento e sua geração de caixa. A empresa continuará a interagir com investidores para abordar as preocupações em relação ao alto endividamento e à pressão sobre a geração de caixa. A recomendação neutra do Goldman Sachs para a Oncoclínicas tem um preço-alvo de R$ 4,50 em 12 meses.
A estratégia da Oncoclínicas de desinvestir em ativos não essenciais enquanto foca em sua área principal de atuação mostra um movimento calculado da empresa para fortalecer seu balanço e garantir uma melhor conversão de lucro em fluxo de caixa para seus acionistas no futuro. A expectativa é que a venda do UMC traga benefícios significativos para a saúde financeira da empresa e fortaleça sua posição no mercado de oncologia.
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