Os contratos futuros de petróleo encerraram em baixa nesta terça-feira, 30, com o petróleo WTI para novembro fechando a US$ 62,37 o barril e o Brent para dezembro a US$ 66,03 o barril. As quedas foram influenciadas por sinais de maior oferta, plano de paz para a Faixa de Gaza dos EUA e riscos de paralisação do governo americano, além da variação trimestral negativa.
No mês, o WTI e o Brent cederam 2,56% e 2,15%, respectivamente. Já no trimestre, o óleo negociado em Nova York recuou 4,21%, enquanto o negociado em Londres teve queda de 1,06%.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) negou relatos de que planeja elevar em 500 mil barris sua oferta diária, mas essa correção não se refletiu nas cotações do petróleo.
O mercado também está atento a uma possível paralisação do governo americano, com estimativas de que isso pode manter o petróleo sob pressão. Para a Spartan Capital Securities, essa paralisação já é precificada em "quase 100%".
O banco Julius Bear acredita que os preços da commodity devem seguir pressionados no curto prazo, projetando uma queda para a faixa dos US$ 60. O MUFG vê pressão adicional do plano de paz para Gaza do presidente dos EUA, Donald Trump, que pode reduzir o prêmio de risco da commodity.
Assim, em um cenário de visão neutra, há expectativa de que o petróleo recue para a faixa de US$ 60, diante das preocupações com os suprimentos russos e sinais de aumento da oferta. O avanço acima de US$ 70 foi considerado passageiro pelo banco, com pressão adicional advinda do plano de paz para Gaza.
É importante destacar que as notícias relacionadas aos aumentos de oferta por parte da Opep e a possibilidade de uma paralisação do governo americano continuam impactando as negociações do mercado de petróleo. As projeções indicam que os preços podem se manter pressionados diante dessas incertezas e fatores externos.
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