A empresa farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou nesta quinta-feira que todos os seus funcionários devem retornar ao trabalho no escritório, em um esforço para agilizar a tomada de decisões e aprimorar sua atuação comercial em um mercado competitivo. A medida é parte da estratégia do novo presidente-executivo da empresa.
A Novo Nordisk decidiu cortar 9.000 postos de trabalho devido ao estagnamento no crescimento das vendas e à queda nas ações, que resultou na perda de US$450 bilhões em valor de mercado desde o ano passado. A empresa enfrenta forte concorrência da rival Eli Lilly e de medicamentos genéricos.
Segundo a Novo Nordisk, a volta ao escritório tem como objetivo promover um maior senso de pertencimento, fortalecer relações, fomentar a colaboração e acelerar os processos de tomada de decisão. A empresa não comentou sobre sua política anterior de home office.
O presidente do sindicato dinamarquês HK Privat, que representa os funcionários administrativos e técnicos de laboratório da Novo Nordisk, manifestou surpresa com a decisão da empresa de encerrar o trabalho remoto. Ele destacou que, para muitos colaboradores, a possibilidade de trabalhar em casa ocasionalmente era valorizada, e que a gestão da empresa não conseguiu conciliar essa flexibilidade.
Outras empresas também têm revisado suas políticas de home office, e, apesar da determinação da Novo, a companhia permitirá acordos individuais entre funcionários e gerentes para garantir certa flexibilidade e atender às necessidades pessoais e comerciais.
A Novo Nordisk ainda não divulgou detalhes sobre como essa transição será efetivada e quais mudanças poderão ocorrer na dinâmica de trabalho da empresa. A medida visa reforçar a presença física dos colaboradores no ambiente corporativo, buscando impulsionar o desempenho e a capacidade de competir no mercado.
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