Nesta sexta-feira, o dólar apresenta forte queda em relação ao real, influenciado pelo relatório de emprego (payroll) dos Estados Unidos. Os dados apontam para uma desaceleração no mercado de trabalho e um aumento na taxa de desemprego, reforçando as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima reunião.
Em agosto, a economia dos EUA gerou 22 mil empregos fora do setor agrícola, número abaixo do esperado e menos do que os 79 mil criados em julho (em dado revisado para cima). De acordo com pesquisa da Reuters, a projeção era de abertura de 75 mil vagas no último mês. A taxa de desemprego, no entanto, ficou em 4,3%, em linha com o esperado, enquanto a expectativa era de um aumento para 4,3%.
A expectativa de redução de juros nos EUA tem impacto significativo no carry trade, estratégia que envolve a tomada de recursos em países com baixas taxas de juros para investimento em locais com taxas mais elevadas. Isso tende a atrair recursos estrangeiros para economias emergentes, como o Brasil.
Às 9h30, o dólar à vista registrava queda de 0,96%, sendo negociado a R$ 5,398 para venda. Enquanto na B3, o dólar para outubro - o contrato mais líquido no Brasil - cedia 0,82%, alcançando os R$ 5.436.
Para referência, a cotação do dólar comercial apresentava os seguintes valores:
- Compra: R$ 5,393- Venda: R$ 5,398
Já o dólar turismo estava cotado da seguinte forma:
- Compra: R$ 5,482- Venda: R$ 5,662
Internamente, a atenção se voltava para a entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, marcada para as 11h. Acompanhado dos diretores de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, Izabela Correa, e de Regulação, Gilneu Vivan, Galípolo abordaria medidas destinadas a reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional, aprovadas em reunião da diretoria do BC. Uma dessas medidas seria a instituição de um teto para transferências de recursos via Pix e TED.
A divulgação desses dados e anúncios envolvendo órgãos oficiais contribuem para a formação de expectativas e movimentos no mercado cambial, afetando diretamente a cotação do dólar e os investimentos em moeda estrangeira. A interligação entre as decisões econômicas internacionais e nacionais demonstra a complexidade e a sensibilidade do mercado financeiro global.
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