Uma revisão no cálculo do custo médio ponderado de capital regulatório (WACC) está prevista para impactar o setor de distribuição de energia elétrica. Esse ajuste, utilizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para determinar a remuneração das concessionárias, pode pressionar empresas como Energisa, Neoenergia e Equatorial Energia, enquanto abre oportunidades para Copel, de acordo com analistas do Bradesco BBI.
Estimativas apontam que a redução do WACC regulatório pode provocar uma queda de cerca de 10% no valor presente líquido (VPL) de Energisa, Neoenergia e Equatorial Energia. Já para CPFL Energia e Cemig, a redução estimada é entre 7% e 8%, enquanto para Copel o impacto esperado é de aproximadamente 2,5%.
As variações nos impactos se devem aos diferentes pesos das atividades de distribuição, geração e transmissão em cada empresa, bem como aos calendários de revisões tarifárias conduzidas pela Aneel. A Copel, por exemplo, tem apenas 40% do VPL ligado à distribuição, enquanto as demais empresas dependem mais desse segmento.
Apesar dos desafios, Equatorial Energia e Copel são as empresas preferidas pelo Bradesco BBI, ambas com recomendação de compra. Enquanto Energisa, Neoenergia, CPFL Energia e Cemig têm classificação neutra. Destaca-se o potencial de valorização de Energisa e Neoenergia em 28% em relação ao preço atual, seguidas por Copel com 27% e Equatorial com 18%.
Além do impacto do WACC, os analistas chamam atenção para o novo processo anual da Aneel que avalia a eficiência de custos das distribuidoras. Empresas com desempenho inferior podem atrair possíveis compradores, como já ocorreu com a unidade da Enel no Ceará. A expectativa é que empresas com acesso a capital mais barato e maior escala estejam preparadas para possíveis aquisições.
O aumento recente do WACC foi impulsionado pelo beta, que mede a oscilação das ações em relação ao mercado. Para analistas, a tendência é que o beta diminua, reduzindo o WACC. Apesar da possibilidade de revisão da fórmula do WACC, a prioridade da Aneel está em atualizar o fator X e ajustar a base de preços do Capex, focando em investimentos em infraestrutura das distribuidoras.
O setor elétrico enfrenta mudanças significativas com a revisão do WACC, impactando diferentes empresas de formas distintas. Enquanto algumas enfrentam pressão em seus números, outras se destacam com oportunidades de crescimento e eficiência operacional. A seletividade e a cautela são recomendadas para investidores em meio a esse cenário de transformações.
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