Morgan Stanley prevê PIX atingindo o auge e mantém perspectiva desfavorável para empresas de pagamento

PIX atinge 100% de penetração no Brasil, aponta Morgan Stanley

O banco de investimentos Morgan Stanley divulgou um relatório alertando que o PIX atingiu o seu pico no Brasil, com 100% de penetração entre a população adulta. Após um período de forte expansão, a base de usuários estagnou em 160 milhões, equivalente ao número de adultos no país. Isso marca uma inflexão significativa, uma vez que o crescimento do número de usuários impulsionava o aumento no volume de transações.

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O volume movimentado pelo PIX nos últimos 12 meses atingiu R$3,1 trilhões, quatro vezes mais que em 2021, porém, a base de usuários cresceu apenas 1% no acumulado de 2025. Esse cenário representa uma desaceleração brusca, com o TPV do PIX registrando um aumento de apenas 3% entre janeiro e julho deste ano, o pior desempenho da série histórica.

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Diante desse quadro, o Morgan Stanley mantém uma visão negativa em relação às adquirentes, indicando que o consenso do mercado subestima os riscos enfrentados por elas. O banco alerta que as projeções atuais de crescimento de lucro para as empresas do setor estão desconectadas da nova realidade, prevendo uma desaceleração estrutural no mercado de pagamentos digitais.

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Os últimos cinco anos foram marcados por um esforço em massificar a adoção do PIX, o que foi bem-sucedido ao atingir toda a população adulta no Brasil. Agora, o próximo passo deve ser uma fase regulatória focada em corrigir excessos no ecossistema de pagamentos, incluindo questões de precificação, o que pode impactar negativamente as margens das empresas do setor.

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A saturação do mercado de pagamentos digitais deve resultar em um crescimento mais lento, além da compressão de preços e queda de rentabilidade. Enquanto as projeções de consenso estimam um crescimento anual composto do lucro líquido entre 9% e 10% nos próximos cinco anos, o Morgan Stanley prevê um cenário próximo de zero, dado o atual contexto de mercado.

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Considerando que nos últimos cinco anos as empresas do setor entregaram um crescimento anual do lucro líquido de cerca de 15%, enquanto o TPV crescia em torno de 30% ao ano, a perspectiva de um mercado saturado e um crescimento do TPV alinhado ao consumo, em torno de 7%, indica que as projeções atuais estão desconectadas da realidade atual.

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Assim, o Morgan Stanley sinaliza que a fase de expansão do PIX chegou ao seu limite e que as empresas do setor de pagamentos digitais devem se preparar para um ambiente de menor crescimento e maior competição, com possíveis pressões sobre preços e margens, refletindo um novo momento no mercado de pagamentos no Brasil.

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