Momento desafiador: BRAV3 despenca após adquirir empresa por US$ 450 milhões

Brava Energia adquire participação da Petronas em campos de petróleo

A Brava Energia, antiga 3R Petroleum, surpreendeu o mercado ao anunciar a aquisição de 50% da participação da Petronas nos campos Tartaruga Verde e Espadarte por US$ 450 milhões. Apesar da expectativa de alta, as ações da BRAV3 abriram em elevação e depois caíram 1,28% durante a sessão.

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O valor da transação envolve um pagamento de US$ 50 milhões na assinatura, US$ 350 milhões no fechamento e duas parcelas de US$ 25 milhões a serem quitadas ao longo de 12 e 24 meses. A operação está sujeita à aprovação do Cade e da ANP, com a Petrobras tendo direitos de preferência sobre o ativo.

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A XP Investimentos considera a aquisição inesperada, porém positiva, e acredita que se enquadra no balanço da Brava, contribuindo para a redução da alavancagem. Já o Goldman Sachs destaca que, embora a dívida líquida possa aumentar, o múltiplo baixo em relação ao Ebitda sugere que a estratégia de desalavancagem da empresa não deve ser comprometida.

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Os campos Tartaruga Verde e Espadarte, localizados na Bacia de Campos e em operação desde 2018, produzem petróleo leve, diferente do foco atual da Brava em petróleo pesado. Com 14 poços produtores, a média de produção em 2025 foi de 55,6 kboed, sendo 27,8 kboed na participação da Brava.

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Análise de especialistas e projeções futuras

O Bradesco BBI vê a aquisição como uma surpresa para o mercado, destacando cinco pontos positivos: valuation atrativo, estratégia de desalavancagem, ousadia da nova gestão em um mercado favorável, diversificação de ativos e hedge implementado para 2026. Estima-se que a operação deva elevar o CFPS da Brava em R$ 1,80/ação em 2027, com redução da alavancagem pós-deal.

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Já o Morgan Stanley considera o preço da transação atrativo e com potencial a longo prazo, embora o momento seja desafiador devido ao cenário de preços de petróleo em 2026. O banco recomenda exposição acima da média do mercado, com preço-alvo de R$ 25. Por outro lado, o Goldman Sachs tem recomendação de venda, estipulando um preço-alvo de R$ 15,80.

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A expectativa é que a aquisição contribua para a estratégia de desalavancagem da Brava, ampliando sua presença no mercado de petróleo e gás e fortalecendo a empresa diante dos desafios do setor. Acompanhar a evolução desse processo e os impactos no desempenho financeiro da companhia será fundamental para investidores e analistas.

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