Os contratos de minidólar (WDOZ25), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão em alta de 1,46%, atingindo 5.416,5 pontos. Esse movimento foi influenciado pelos dados do payroll dos EUA, que superaram as expectativas e geraram incertezas sobre um possível corte de juros pelo Fed. Além disso, o dólar ganhou força frente a diversas moedas emergentes, acompanhando a queda do petróleo.
No cenário nacional, a alta do minidólar foi reforçada pelo ruído político após a indicação de Jorge Messias ao STF. Esse fato aumentou o temor de deterioração na relação entre o Planalto e o Senado, reacendendo preocupações fiscais. Com um cenário externo mais favorável e um fluxo defensivo ampliado, a alta do dólar em relação ao real se manteve.
Na análise do gráfico de 15 minutos, houve um forte impulso comprador, indicando a possibilidade de continuidade do movimento altista no curto prazo. Para sustentar esse fluxo, será essencial um volume comprador que permita o rompimento da resistência em 5.422/5.432,5 pontos. Caso isso se concretize, o ativo pode mirar 5.443,5/5.459,5 e, em extensão, 5.469/5.480 pontos.
Por outro lado, se a força compradora diminuir e o preço romper o suporte em 5.406,5/5.395,5, o mercado pode iniciar um movimento corretivo até as faixas de 5.382,5/5.360,5 e 5.348/5.336 pontos.
No gráfico diário, o fluxo comprador se mostra forte, com o ativo ultrapassando as médias móveis e consolidando uma virada técnica de curto prazo. Uma barra de alta acompanhada de volume reforça a entrada de players institucionais. Para manter o movimento de alta, o dólar precisará superar a região de 5.443,5/5.459,5 pontos, abrindo caminho para 5.513/5.577 pontos.
Por outro lado, um movimento contrário exigiria a perda da faixa de suporte em 5.360,5/5.308,5, o que poderia provocar uma correção para 5.284,5/5.251,5 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR) fechou em 57,31, em zona neutra, indicando margem técnica para continuidade do repique comprador.
No gráfico de 60 minutos, o minidólar continua consolidando um movimento de alta, sustentado acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. O fluxo comprador segue predominante, e para manter a tendência de alta, será importante romper a faixa de resistência em 5.425,5/5.443,5 pontos. Em caso de confirmação desse rompimento, o ativo pode acelerar em direção a 5.459,5/5.484 pontos, com alvos mais distantes em 5.513 e 5.543,5 pontos.
No entanto, se houver um retorno e a perda do suporte em 5.395,5/5.360,5, o fluxo vendedor pode se intensificar, levando o preço até 5.328/5.308,5 pontos, com projeções de curto prazo em 5.285/5.261 pontos.
Diante do cenário político interno conturbado e das influências externas, o minidólar enfrenta um momento de alta volatilidade. Análises técnicas apontam para movimentos tanto de continuidade do viés altista quanto de possíveis correções, dependendo do rompimento de resistências e suportes-chave. A atenção deve ser voltada para indicadores econômicos do Brasil e dos EUA, que podem impactar diretamente o comportamento do dólar nas próximas sessões.
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