Os contratos de minidólar (WDOV25), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão em baixa de 0,11%, cotados a 5.321 pontos. Essa queda acompanhou o movimento de valorização do dólar norte-americano no exterior após o Federal Reserve cortar os juros em 0,25 ponto e sinalizar mais reduções até o final do ano. A Selic em 15% pelo Copom trouxe certa estabilidade ao cenário, limitando a desvalorização do real. No acumulado de 2025, o dólar ainda apresenta uma queda de 13,91%.
A volatilidade marcou a sessão dos traders de dólar, com o real se valorizando pela manhã, mas perdendo força ao longo do dia, em meio à pressão externa. O diferencial de juros entre Brasil e EUA continua a influenciar o mercado local, atraindo fluxos, porém, a cautela persiste diante das expectativas de mais cortes pelo Fed e da postura conservadora do Banco Central brasileiro.
No curto prazo, o minidólar apresenta uma tendência de queda, negociando entre as médias de 9 e 21 períodos. Para retomar a alta, será necessário romper resistências em 5.329/5.334, abrindo espaço para níveis como 5.343/5.355 e 5.370,5/5.380. Por outro lado, a perda do suporte em 5.320/5.310 pode acelerar um movimento de baixa em direção a 5.298,5/5.287 e, em extensão, 5.278/5.259.
No gráfico diário, a leitura sugere uma fragilidade no contrato, com a formação de um spinning top e um viés de baixa. A mínima do ano foi renovada em 5.284,5 pontos na última sessão, e a perda desse nível pode intensificar as quedas até 5.240/5.218. Para uma possível recuperação, será fundamental romper a região de 5.334/5.340, abrindo espaço para 5.371,5/5.400. O Índice de Força Relativa (IFR) está em 28,59, indicando sobrevenda e podendo favorecer um repique técnico de curto prazo.
No horizonte de 60 minutos, o minidólar fechou em baixa, confirmando o movimento vendedor, ainda oscilando próximo das médias de 9 e 21 períodos. Para iniciar uma reação, será necessário romper a faixa de 5.334/5.343, abrindo caminho para 5.380/5.399 e, em continuidade, 5.431,5/5.449. Por outro lado, se perder o suporte em 5.310/5.284,5, o fluxo vendedor tende a se intensificar em direção a 5.278/5.246 e 5.218/5.208 pontos.
Com as decisões do Federal Reserve e do Copom impactando o mercado de minidólar, os investidores acompanham de perto o cenário de volatilidade e as perspectivas para a moeda norte-americana. A relação de diferença de juros entre Brasil e EUA continua a ser um fator de influência, enquanto a cautela prevalece diante das expectativas de novos cortes nos EUA e da postura do BC brasileiro. A análise técnica reforça a tendência de baixa no curto prazo, com possíveis cenários de rompimentos de resistências e suportes que podem moldar os próximos movimentos do minidólar.
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