O mercado financeiro acompanhou a queda do dólar à vista, que encerrou em R$ 5,4627, com recuo de 0,78% na última quarta-feira. A desvalorização ocorreu em meio ao alívio externo e à valorização de moedas emergentes, influenciada pela expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve a partir de setembro. Internamente, a reação foi cautelosa diante do início do tarifaço de 50% imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros. O presidente Lula descartou diálogo direto com Trump e prometeu um plano de contingência para os impactos econômicos.
Os contratos do minidólar (WDOU25), com vencimento em setembro, fecharam a última sessão em baixa de 0,88%, atingindo 5.493 pontos e marcando a quarta queda consecutiva.
No gráfico de 15 minutos, o minidólar demonstrou uma estrutura técnica fraca, encerrando a quarta sessão consecutiva em queda. O ativo permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, apontando um viés baixista. O principal suporte em destaque para o pregão seguinte fica na região de 5.492/5.479 pontos, podendo intensificar o fluxo vendedor em caso de rompimento. Já uma possível recuperação exigirá volume comprador suficiente para superar a resistência dos 5.502,5/5.517,5 pontos.
No gráfico diário, a perspectiva se mantém negativa, com o ativo operando abaixo das médias de 9 e 21 períodos, se aproximando da mínima do ano em 5.479,5 pontos. Um rompimento dessa faixa pode intensificar a pressão vendedora, com possíveis suportes seguintes entre 5.450/5.410. Por outro lado, uma recuperação exigirá a superação da faixa de resistência em 5.545,5/5.573 pontos. O índice de força relativa (IFR) está em 36,63, próximo da região de sobrevenda.
Analisando o gráfico de 60 minutos, o cenário também indica fragilidade, com o minidólar abaixo das médias de 9 e 21 períodos, reforçando a estrutura de baixa. Para uma reversão desse movimento, o ativo precisará vencer a resistência localizada entre 5.505/5.526 pontos. Caso supere essa região, os próximos objetivos estão em 5.551/5.573, com alvos mais longos em 5.603 e 5.623,5 pontos.
No entanto, caso o ativo rompa a zona de suporte dos 5.492/5.479 pontos, o movimento de queda pode se intensificar, com próximos suportes em 5.452/5.422 e alvo amplo nos 5.410/5.383 pontos.
Os investidores acompanham de perto as movimentações do minidólar frente à instabilidade tanto no cenário nacional quanto internacional, especialmente diante das decisões que podem ser tomadas pelo Federal Reserve e os impactos das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A sensibilidade do mercado às notícias reflete diretamente no comportamento dos contratos futuros.
O minidólar segue em trajetória de baixa, com indicadores técnicos apontando para continuidade desse movimento nas próximas sessões. O cenário político-comercial tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, somado às expectativas de cortes de juros nos EUA, contribuem para a volatilidade observada no mercado financeiro. A atenção se volta para os pontos de suporte e resistência específicos, que podem direcionar os próximos movimentos do minidólar, impactando diretamente os investidores e traders atentos às oscilações da moeda.
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