No pregão de quinta-feira (14), o dólar futuro subiu 0,36%, atingindo 5.434,5 pontos, impulsionado pela valorização da moeda americana no exterior após dados de inflação ao produtor nos EUA superarem as expectativas.
Esse cenário reforçou as preocupações em relação ao impacto das tarifas comerciais de Donald Trump na inflação e levou o mercado a precificar 93% de chance de corte de 0,25 ponto nos juros do Fed em setembro. Isso também impulsionou os Treasuries e tornou o dólar mais atrativo em relação às moedas de países emergentes.
No Brasil, o impasse comercial com os EUA ainda gera cautela, mesmo após o anúncio do "Plano Brasil Soberano", que disponibiliza R$ 30 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas.
Em relação ao minidólar, o cenário técnico aponta para um repique que interrompe momentaneamente a pressão vendedora. No entanto, para consolidar um movimento altista, será necessário romper a faixa de 5.440/5.449, o que abriria caminho para novas resistências em 5.462/5.474 e, posteriormente, em 5.487,5/5.509.
Por outro lado, caso a pressão de venda prevaleça, a quebra de 5.432/5.419,5 pode levar o preço a 5.409/5.397, com uma possível extensão até 5.388/5.383.
O avanço observado na última sessão é considerado um repique dentro de um cenário baixista predominante. O ativo ainda se mantém abaixo das médias de 9 e 21 períodos, com a mínima do ano registrada em 5.404 pontos.
Para reverter esse viés, seria necessário romper resistências em 5.445,5/5.473 e posteriormente em 5.487,5/5.509. Por outro lado, uma possível perda do suporte em 5.404/5.367 pode levar o mercado a buscar níveis mais baixos em 5.339/5.284.
No intraday mais amplo, o minidólar encerrou em alta e segue entre as médias de 9 e 21 períodos, sem uma definição clara de tendência. Para um movimento de alta mais consistente, será fundamental romper a faixa de 5.450/5.455,5, com possíveis alvos em 5.487,5/5.509 e, em uma eventual continuidade, em 5.531,5/5.573 pontos.
Por outro lado, caso a trajetória de baixa retorne, a quebra de 5.404/5.397 pode intensificar a pressão vendedora, levando o preço para 5.397/5.383 e, em uma extensão negativa, para 5.367/5.351.
O mercado do minidólar permanece sensível a fatores externos, como as movimentações relacionadas à taxa de juros nos EUA e ao cenário comercial global. No quadro nacional, o impasse comercial com os Estados Unidos também influencia a cautela dos investidores.
Diante desse cenário, a análise técnica sugere que a superação de resistências específicas pode indicar uma mudança de tendência para o minidólar, enquanto a perda de suportes importantes pode reforçar a pressão vendedora.
Como sempre, é essencial acompanhar de perto os indicadores e movimentos do mercado para tomar decisões embasadas.
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