Os preços futuros do minério de ferro registraram queda na última sexta-feira, após três dias consecutivos de alta. O contrato janeiro na bolsa de Dalian encerrou as negociações em baixa de 0,58%, ficando em 771 iuanes (US$108,24) por tonelada métrica, com uma queda semanal de 0,1%.
A principal razão para essa queda foi a diminuição da demanda na China, maior consumidor mundial de minério de ferro. A redução das margens do aço impactou diretamente a necessidade de matéria-prima para a fabricação desse produto. Segundo análises, a produção mais baixa de metais quentes, que é um indicador da demanda de minério de ferro, contribuiu para a redução dos preços.
A produção média diária de metais quentes caiu pela quarta semana consecutiva, atingindo o nível mais baixo desde setembro, com um total de 2,4 milhões de toneladas na semana de 23 de outubro. A expectativa é de que essa produção continue diminuindo nas próximas semanas, devido aos preços mais altos do carvão que estão pressionando as margens do aço, levando algumas usinas a diminuir a produção.
Os preços do carvão e coque também registraram altas, sendo impulsionados pela queda na oferta devido à interrupção das operações de mineração em alguns centros de produção. Apesar disso, a expectativa de uma redução da tensão comercial entre China e Estados Unidos ajudou a limitar a queda nos preços do minério de ferro.
O vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, está previsto para se reunir com autoridades dos EUA, buscando aliviar a tensão antes de um encontro entre os presidentes Trump e Xi Jinping. Essa expectativa de uma possível diminuição da tensão entre as duas maiores economias do mundo influenciou o cenário econômico global e proporcionou certo suporte aos preços do minério de ferro.
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