Prata e cobre tornaram-se as apostas mais populares para investidores no início de 2026, com valorizações expressivas e demanda crescente. No caso da prata, o metal quase dobrou de valor este ano, especialmente devido à escassez no mercado de Londres e à demanda da Índia, além do aumento de fundos de ETFs lastreados em prata.
Apesar de uma diminuição na pressão nas últimas semanas, com mais metal disponível em Londres, outros mercados enfrentam restrições de oferta, como é o caso da China, que tem estoques no menor nível dos últimos dez anos.
O rali da prata tem sido marcado por recordes e alta volatilidade, segundo o analista Ed Meir, da Marex Group Inc. O metal superou o ouro recentemente, enquanto o cobre também apresentou valorizações significativas.
Investidores ocidentais têm migrado para ETFs de prata nos últimos meses, em busca de diversificação em metais preciosos. Há previsões de novas entradas nesse mercado, à medida que a alocação se normaliza.
Opções sobre futuros de prata na Comex têm registrado grande procura, impulsionadas pela busca de proteção contra oscilações e por possíveis ralis. Traders de varejo estão mais presentes no mercado, como indicam os dados da CME Group Inc.
O entusiasmo é visto inclusive em opções mais agressivas, como os "bilhetes de loteria", com lotes de spreads de compra sendo negociados, criando posições para lucrar com possíveis ralis explosivos.
Com alta volatilidade e um prêmio em relação à média dos últimos anos, a prata se aproxima de um desvio mais extremo desde 1979. O analista Ed Meir destaca a incerteza sobre até onde o rali da prata pode chegar, sem pontos de resistência claros.
Mesmo com menor componente financeiro, o cobre tem visto aumento na demanda impulsionado pela eletrificação, projetos de energia limpa e centros de dados de IA. Estrategistas preveem escassez de oferta nos próximos anos devido a esses fatores.
O cobre atingiu um recorde recente, acima de US$ 11.600 a tonelada na Bolsa de Metais de Londres. A volatilidade nas opções dos contratos de março na Comex em Nova York também aumentou, refletindo o maior interesse por investimentos no metal.
Os fluxos comerciais e a formação de preços do cobre foram afetados por políticas como as tarifas impostas por Donald Trump, que visavam impulsionar a oferta doméstica nos EUA. Isso gerou um aumento nas importações norte-americanas e estimulou um recorde de importações no país.
Diante desse cenário, o mercado segue atento às oportunidades e desafios apresentados pela prata e pelo cobre, que emergem como alternativas atrativas ao ouro na visão de investidores e instituições.
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