Os mercados europeus encerraram a sexta-feira com estabilidade, com investidores em alerta antes da decisão da Fitch sobre a recomendação de crédito da França. Apesar disso, a semana foi positiva, com o índice pan-europeu STOXX 600 fechando com leve queda de 0,09%, a 554,84 pontos.
O setor de saúde liderou as perdas, recuando mais de 1%, enquanto o setor aeroespacial e de defesa ampliou sua sequência recorde, subindo 0,7% na sexta-feira e alcançando um novo pico. Esta foi a maior alta semanal em mais de quatro meses, impulsionada por tensões geopolíticas após a Polônia abater um possível drone russo.
O setor bancário registrou um salto de aproximadamente 4% na semana, se recuperando após um período de fraqueza no final de agosto. O STOXX 600 teve seu primeiro avanço em três semanas, com um aumento de 1% ao longo da semana. Este movimento foi influenciado pelas ações globais, que subiram devido às expectativas de cortes nas taxas de juros nos EUA.
O destaque da semana foi o caos político na França, que resultou na nomeação do quinto primeiro-ministro em menos de dois anos, devido à falta de unidade do governo minoritário em relação aos planos de gastos fiscais financiados por dívida. A Fitch é aguardada para rebaixar a recomendação de crédito da França.
Apesar disso, o índice de referência francês superou o desempenho do STOXX 600 na semana, indicando um desconto significativo do mercado francês em relação ao global. Os desafios políticos e os problemas orçamentários na França estão precificados, e as empresas francesas possuem uma exposição direta relativamente pequena ao mercado local, com forte internacionalização.
Em Londres, o índice Financial Times recuou 0,15%, enquanto em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,02%. Em Milão, o índice Ftse/Mib valorizou-se 0,32%, e em Madri, o índice Ibex-35 registrou uma queda de 0,09%. Já em Lisboa, o índice PSI20 recuou 0,08%.
A semana foi marcada por uma série de movimentos nos mercados europeus, influenciados por eventos geopolíticos, expectativas de cortes nas taxas de juros e o cenário político na França. Os investidores demonstraram cautela, aguardando a decisão da Fitch que pode impactar diretamente a recomendação de crédito do país.
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