No fechamento de sexta-feira, as taxas dos DIs registram forte queda de 10 pontos-base em vários vencimentos, acompanhando a redução dos rendimentos dos Treasuries. Os dados do mercado de trabalho dos EUA reforçaram as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve.
A taxa do DI para janeiro de 2027 encerrou em 13,94%, frente aos 13,973% da sessão anterior. Já para janeiro de 2028, a taxa marcava 13,25%, ante os 13,32% do ajuste anterior.
Os números do relatório payroll apontaram a criação de 22 mil postos de trabalho em agosto nos EUA, abaixo das expectativas. Isso reforçou a possibilidade de corte de juros pelo Fed neste mês, com investidores considerando até uma redução de 50 pontos-base, ao invés dos habituais 25 pontos-base.
Na manhã de sexta-feira, o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, previu três cortes de juros nos EUA até o final do ano. No Brasil, a probabilidade de manutenção da Selic em 15% no encontro deste mês do Copom era de 98%.
Além disso, o IBGE divulgou que os preços ao produtor recuaram 0,3% em julho, influenciados pelo setor de alimentos. O presidente do BC também anunciou medidas de segurança para o Pix e o TED, limitando operações em R$15 mil em algumas instituições.
No mercado internacional, o rendimento do Treasury de dois anos caiu 8 pontos-base, atingindo 3,513%, enquanto o retorno do Treasury de dez anos diminuiu 9 pontos-base, chegando a 4,09%.
A expectativa de cortes de juros nos EUA e a consequente redução dos rendimentos dos Treasuries também refletiram na queda do dólar e do recuo do real para perto dos R$5,40, além da queda das taxas dos DIs no Brasil.
Para enfrentar a inflação, o diferencial de juros entre EUA e Brasil favorece a apreciação do real, mantendo a Selic em 15% no país. A curva de juros no Brasil vem caindo cerca de 10 pontos-base em relação aos dados de emprego mais fracos nos EUA.
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