O Ibovespa Futuro opera em baixa nesta terça-feira (2), com investidores reagindo aos dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre e acompanhando o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF). O contrato com vencimento em outubro recuava 0,66%, atingindo 142.645 pontos às 9h16 (horário de Brasília).
O PIB do Brasil registrou um crescimento de 0,4% no segundo trimestre, ligeiramente acima do esperado. As projeções indicavam uma expansão de 0,3% entre abril e junho em relação ao primeiro trimestre, devido à retração na produção agrícola e à produção industrial mais fraca. Na comparação anual, a expectativa era de uma alta de 2,2%.
Em Brasília, a Primeira Turma do STF deu início à reta final do julgamento do núcleo principal da tentativa de golpe de Estado, que tem Bolsonaro entre os réus. A sessão começou com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes. Enquanto isso, no cenário internacional, preocupações fiscais em diversos países, como Japão, Estados Unidos e Europa, impactaram os rendimentos dos títulos da dívida de França e Reino Unido, levando a quedas nas ações.
Os investidores também estavam atentos às próximas movimentações do Federal Reserve em relação à política monetária dos Estados Unidos, aguardando dados sobre a atividade econômica norte-americana. Estavam previstos indicadores como o PMI da indústria e dados sobre gastos em construção e o ISM da indústria.
Em Wall Street, os índices futuros apresentaram quedas: o Dow Jones Futuro caiu 0,57%, o S&P Futuro recuou 0,75% e o Nasdaq Futuro teve baixa de 0,95%. No mercado cambial, o dólar à vista subiu 0,63%, sendo cotado a R$ 5,473 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento teve alta de 0,58%, atingindo 5.509 pontos.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante da reunião de líderes da Organização de Cooperação de Xangai, em Tianjin, e da persistente incerteza sobre tarifas comerciais.
Os preços do petróleo seguiram em alta, devido aos temores de interrupções no fornecimento em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Ataques recentes de drones ucranianos afetaram instalações responsáveis por cerca de 17% da capacidade de processamento de petróleo na Rússia.
Já as cotações do minério de ferro na China encerraram em alta, impulsionadas pelas expectativas de recuperação da demanda após o desfile militar promovido pelo governo chinês.
O mercado permanece atento aos desdobramentos desses eventos tanto no cenário nacional quanto internacional, o que influenciará as decisões de investimentos e as movimentações nos próximos pregões.
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