O Ibovespa futuro começou a semana em queda, refletindo a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os impactos da redução da perspectiva de crescimento do Brasil pelo FMI e as novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos relacionadas à Groenlândia. O contrato para fevereiro registrava queda de 0,39%, atingindo 165.850 pontos às 9h04 (horário de Brasília).
Haddad tem entrevista ao vivo marcada para as 11h com o Canal UOL, em meio a debates sobre a liquidação do banco Master, possíveis mudanças no ministério e questões fiscais.
O Fundo Monetário Internacional reduziu a projeção de crescimento do Brasil para 2026, mesmo que tenha feito pequenas melhorias nas estimativas para 2025 e 2027, de acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global.
O mercado reduziu as projeções de inflação para 2026 pela segunda semana consecutiva, conforme apontado pelo Relatório Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira.
Enquanto isso, os Estados Unidos ameaçaram impor tarifas extras a produtos importados de oito países europeus se não obtiverem autorização para comprar a Groenlândia, o que gerou críticas da União Europeia e da França, que sugeriu medidas de retaliação inéditas.
Essas tensões refletiram nos mercados globais, com queda nas ações e no dólar, ao passo que os preços do ouro e da prata subiram. O petróleo recuou devido a preocupações com os impactos de uma possível guerra comercial entre EUA e Europa.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caiu 0,89%, o Nasdaq Futuro teve baixa de 1,58% e o S&P 500 Futuro recuou 1,14%. O dólar à vista subiu 0,08%, para R$ 5,377 na venda, e o dólar futuro operava em alta de 0,14%, a R$ 5,394.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em baixa, com destaque para as ameaças de Trump em relação à Groenlândia e os dados econômicos da China, que mostraram crescimento do PIB, porém com vendas no varejo decepcionantes.
Na Europa, os mercados operam em queda devido às repercussões das ameaças tarifárias dos EUA. Os líderes europeus consideraram as tarifas como "inaceitáveis" e prometeram apoiar a Dinamarca, alvo principal das proposições de taxação.
Os preços do petróleo registraram queda devido à diminuição das tensões em relação ao Irã e à aversão ao risco nos mercados, em resposta às pressões de Trump quanto à Groenlândia. Já o minério de ferro na China atingiu mínimas de duas semanas devido a dados fracos do mercado imobiliário chinês, levantando preocupações sobre a demanda pelo metal.
Essa conjuntura geopolítica e econômica tem impactado diretamente os mercados financeiros globais, que operam de forma volátil à espera de desdobramentos nos cenários político e comercial internacional.
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