O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou o dia com uma queda de 1,08%, atingindo 143.949,64 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a cair para 143.635,05 pontos, após ter alcançado 145.620,6 pontos no início das negociações.
No acumulado de setembro, o Ibovespa teve uma valorização de 3,4%, elevando o ganho anual para 21,58%. Mesmo com números positivos, a bolsa sofreu com um cenário fiscal desfavorável e a falta de novidades que trouxessem otimismo para os investidores. O volume financeiro atingiu R$ 19,5 bilhões.
As ações das empresas Vale e Gerdau se destacaram com altas de 0,67% e 1,24%, respectivamente. Enquanto isso, ações de empresas do setor financeiro, como Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander, apresentaram quedas entre 0,21% e 1,63%. A Petrobras também registrou recuo de 0,96%.
A decisão da Câmara dos Deputados de ampliar a faixa salarial com isenção de Imposto de Renda e rumores sobre a gratuidade da passagem de ônibus repercutiram no mercado, gerando preocupações em relação ao quadro fiscal brasileiro. Isso fez com que os investidores ajustassem o otimismo em relação aos ativos.
A Ambipar (AMBP3) desabou 61,48%, após a empresa pedir proteção contra credores, resultando em preocupações sobre a governança e a solidez do balanço patrimonial. Já a Embraer (EMBR3) apresentou queda de 5,82%, mas acumula valorização de quase 35% no ano, após divulgar a entrega de aeronaves no terceiro trimestre.
No segmento de consumo, o GPA (PCAR3) teve uma queda de 6,92%, seguido por Azza 2154 (AZZA3), Cogna (COGN3) e Magazine Luiza (MGLU3), que encerraram o dia com baixas entre 4,53% e 6,92%. Por outro lado, empresas como Marcopolo (POMO4) e WEG (WEGE3) apresentaram altas de 1,65% e 0,95%, respectivamente.
Enquanto a bolsa brasileira fechou em queda, o índice S&P 500 de Wall Street encerrou estável. O cenário econômico internacional também foi influenciado pela variação do rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos, que registrou 4,0865% no final do dia.
Para os próximos dias, os investidores permanecem atentos às notícias do cenário fiscal brasileiro e a possíveis desdobramentos de medidas econômicas e políticas que impactem o mercado financeiro. A expectativa é que novos fatores possam influenciar a movimentação na bolsa, trazendo mais volatilidade aos ativos.
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