Especialista em neurociência e Programação Neurolinguística (PNL), Thamara Di Lauro descobriu na dor o ponto de virada para evoluir no mercado financeiro. Após enfrentar episódios de descontrole emocional diante da tela, ela percebeu a importância de compreender o comportamento por trás das operações.
Thamara destaca que o padrão de comportamento repetitivo antes de um "dia de fúria" é conhecido na neurociência como estado de luta e fuga. Nesse momento, o cérebro desativa a racionalidade e age com base em impulsos, levando o trader a operar de forma irracional. Controlar as emoções não é possível, segundo a especialista, mas identificar os gatilhos que levam à fúria e cortá-los na raiz é essencial.
O verdadeiro poder para evitar um "dia de fúria" está na antecipação dos comportamentos que levam a esse estado emocional. Thamara ressalta a relevância de identificar os sinais antes do colapso emocional e eliminá-los, em vez de tentar corrigir a situação quando ela já aconteceu. Um dos gatilhos mais comuns, segundo a especialista, é a devolução de lucro, que pode levar o trader a um estado de fúria.
Para Thamara Di Lauro, a autossabotagem no mercado financeiro não desaparece com o tempo, apenas muda de forma. Tanto traders iniciantes quanto os mais experientes podem ser vítimas desse comportamento prejudicial para suas operações. O iniciante, por exemplo, costuma trocar de técnica diante das primeiras perdas, comprometendo sua evolução e ciclo de aprendizado.
Já os traders mais experientes, mesmo após anos de mercado, podem sofrer de "obesidade mental", ou seja, ter dificuldades em manter um plano de trade estruturado e consistente. Mesmo com conhecimento técnico, a vulnerabilidade ao emocional ainda pode trazer inconsistências nas operações.
Mesmo com experiência e domínio técnico, Thamara destaca que os dias difíceis ainda fazem parte da realidade de qualquer trader. A especialista categoriza os dias de operação em quatro tipos, desde o bom até o dia de fúria. No entanto, enfatiza que a decisão de transformar um dia ruim em um dia de fúria é pessoal.
Para evitar que um dia ruim se torne ainda pior, a autovigilância é essencial. Thamara ressalta que o controle emocional não é algo alcançável, mas sim a vigilância constante em relação aos sinais e limites pessoais. A chave para lidar com os desafios do mercado é estar atento aos comportamentos repetitivos que podem levar a explosões emocionais.
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