Mercado de olho no Copom: Juros futuros deslizam sem influência dos Treasuries

Taxas dos DIs fecham em baixa em sessão sem referência de Treasuries

Na segunda-feira, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) apresentaram queda, principalmente nos contratos de curto prazo. A ausência da referência dos Treasuries e o feriado nos Estados Unidos contribuíram para a baixa liquidez no mercado. No encerramento do dia, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,13%, representando uma diminuição de 7 pontos-base em relação à sessão anterior. Enquanto a taxa do DI para janeiro de 2035 registrou 13,71%, com um recuo de 2 pontos-base.

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Tensões EUA - Europa pressionam ativos de risco

Durante o feriado do Dia de Martin Luther King nos EUA, o mercado de títulos norte-americano permaneceu fechado, o que teve impacto na liquidez global. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de aplicar novas tarifas comerciais sobre produtos de países europeus, em meio à disputa pela Groenlândia, atualmente sob domínio da Dinamarca. A retalição da União Europeia gerou tensões geopolíticas que afetaram os ativos de risco, como as ações na Europa.

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Curva de juros reage a eventos internacionais e locais

Os investidores operam atentos aos próximos encontros do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil e à disputa eleitoral de 2026. As taxas de curto prazo dos DIs caíram, refletindo a expectativa de possível redução da taxa Selic em março e uma projeção de cortes mais acentuados posteriormente. Enquanto as taxas para 2035 em diante estão mais sensíveis às incertezas políticas, como a entrada do senador Flávio Bolsonaro na disputa eleitoral.

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Expectativas econômicas e projeções do Banco Central

O boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a projeção mediana dos economistas para a inflação em 2026 caiu de 4,05% para 4,02%, enquanto para 2027 permaneceu em 3,80%. A taxa básica Selic para o final do ano se manteve em 12,25%. As projeções para o resultado primário indicam um déficit de 0,53% do PIB em 2026, e um recuo de 0,34% para 0,30% em 2027.

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Ministro da Fazenda e movimentações políticas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou em entrevista ao portal UOL que está em conversas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o cenário eleitoral de 2026, porém ainda não há um consenso. Haddad também mencionou possíveis mudanças no poder de fiscalização do Banco Central sobre fundos, criticando o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto e citando problemas herdados por Gabriel Galípolo.

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Considerações finais

Embora as tensões geopolíticas entre EUA e Europa tenham pressionado os ativos de risco globalmente, no Brasil as taxas dos DIs apresentaram queda, impulsionadas por expectativas de cortes na taxa Selic e incertezas políticas domésticas. A divulgação do boletim Focus do Banco Central trouxe revisões nas projeções econômicas para os próximos anos, enquanto movimentações políticas, como as declarações do ministro da Fazenda, acrescentaram elementos de acompanhamento para os investidores no cenário nacional.

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